Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Empresário alega risco de sanção e afirma que irá processar distribuidora por fraude

O cara usou o nome de uma empresa conhecida, de um produto que eu parei de fabricar, como se eu tivesse fabricado e ele estava vendendo, diz o proprietário.

Empresário alega risco de sanção e afirma que irá processar distribuidora por fraude
Foto: Arquivo Colíder News

Após a denúncia do proprietário da Indústria de Laticínios de Novo Mundo, o Procon apreendeu, nesta quarta-feira (1º), em Cuiabá, 660 potes de manteiga com dados falsos sobre a origem de fabricação. O empresário tem sede da fábrica em Novo Mundo (a 785 km de Cuiabá) e a distribuidora acusada fica na Capital.

 

Lourival Mariano de Almeida, 52, é dono da indústria e afirma que não fabrica o produto há quase um ano e que vai entrar com uma ação contra a distribuidora por utilizar o nome de sua empresa como se ela fosse fabricante do produto.

 

“A minha empresa é conhecida em Cuiabá. O cara usou o nome de uma empresa conhecida, de um produto que eu parei de fabricar, como se eu tivesse fabricado e ele estava vendendo”, diz o proprietário.

 

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O homem diz ainda que conseguiu comprar o produto em 7 supermercados de Cuiabá. “Para vender um produto tem que colocar a origem, e ele colocou que foi fabricado por nós”, reforça. O produto, por sua vez, continha informações falsas acerca da origem, disse o Procon logo após a apreensão.

 

“Na embalagem constava como fabricante a indústria de laticínios que não produz mais esse tipo de mercadoria há quase um ano. Como o prazo de validade é de 3 meses, as manteigas fabricadas pelo fornecedor indicado só poderiam ser comercializadas, no máximo até junho de 2022”, disse Valquíria Souza, secretária-adjunta interina de Proteção e Defesa dos Direitos dos Consumidores.

 

Ainda segundo o órgão, informações levantadas durante a operação apontam que atualmente a manteiga está sendo fabricada pela própria distribuidora denunciada.

 

“Tá enganando o consumidor”, disse o proprietário. “Eu não quero deixar isso porque somos registrados no Ministério da Agricultura. Lá no ministério tá que eu não fabrico este produto desde março do ano passado. Se [o ministério] vai lá no supermercado e pega esse produto, como se eu tivesse fabricado, eu levo uma multa”, argumenta.

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Segundo o Procon, a distribuidora foi notificada e deve comprovar a origem da mercadoria. Também precisa apresentar notas fiscais de aquisição desde março de 2022, mês em que o fabricante informado nas embalagens paralisou a fabricação do produto, e de venda dos últimos três meses (equivalente ao prazo de validade da manteiga).

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