Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Empresário morto em acidente já foi alvo de operação

Dargleas Juliano era sócio proprietário da GF Grãos e Transportes Ltda. e foi um dos alvos da operação Safra 2, que desarticulou um grupo criminoso responsável pelo furto de cargas de soja e milho.

Empresário morto em acidente já foi alvo de operação
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Empresário Dargleas Juliano Gagliazzi, morto em um acidente na manhã desta quinta-feira (5), em Nova Mutum, foi alvo de operação da Polícia Civil que desmantelou um esquema de desvio de soja, que movimentou R$ 16 milhões.


Dargleas Juliano era sócio proprietário da GF Grãos e Transportes Ltda. e foi um dos alvos da operação Safra 2, que desarticulou um grupo criminoso responsável pelo furto de cargas de soja e milho. Dentre os bens apreendidos estava uma VW Amarok.

A ação criminosa do grupo causou um prejuízo superior a R$ 16 milhões de reais a empresas transportadoras e seguradoras ligadas ao agronegócio mato-grossense.

No mês de agosto deste ano, o juiz Jean Garcia Freitas Bezerra determinou a devolução da caminhonete VW Amarok à Dargleias, com alegação de que o veículo era utilizado para trabalho e locomoção de sua família. O carro é o mesmo com que ele se acidentou.

Na época, o empresário alegou que teve participação em receber 4 cargas de soja furtadas, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil. Mas que os grãos haviam sido restituídos aos seus donos.

Modus operandi - O grupo criminoso agia, aliciando os motoristas de caminhões, antes mesmo que estes fizessem os carregamentos das cargas. Após iniciarem o transporte dos grãos, em vez de seguirem para o destino, que na maioria das vezes era o porto de Miritituba (PA) ou em Rondonópolis, os motoristas desviavam as cargas para as empresas investigadas, localizadas nos municípios de Nova Mutum e Cuiabá.

O delegado responsável pela investigação, Gustavo Belão, explica que, após entregar as cargas nas empresas receptadoras, os motoristas recebiam dos aliciadores os pagamentos, cerca de R$ 25 mil por carga desviada, além de um ticket falso de descarga.

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As investigações apuraram que, aproximadamente, 152 cargas foram desviadas no período de um ano, o que representa mais de 6 mil toneladas de soja e milho.

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