BRASÍLIA – O engenheiro eletrônico, especialista em segurança de dados e voto eletrônico, Amílcar Brunazo acredita que o atual sistema eleitoral usado no Brasil tem falhas de segurança. “Não estou dizendo que houve fraudes, mas é que o sistema não tem transparência suficiente para permitir a detecção de fraudes”, disse ele em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (20), na Câmara dos Deputados. A reunião debate o Projeto de Emenda à Constituição – PEC 135/19 – de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). (CLIQUE AQUI para ler a PEC na íntegra)
INSEGURO E FRAUDÁVEL - Segundo o engenheiro, o TSE alega que o PSDB fez auditoria em 2014 e que não encontrou nada, mas ele relata que participou dessa auditoria e argumenta que “não foi possível encontrar nada porque o sistema não permitia”.
Conforme Brunazo, embora a posição oficial do TSE seja de que os hackers nunca obtiveram sucesso em fraudar o sistema, os próprios hackers alegam que tiveram sucesso em invadir as urnas e modificar o software.
VOTO DO ELEITOR - Ele defende o “voto impresso conferível pelo eleitor”, como ocorre na Alemanha e na Índia. E estima em R$ 250 milhões o custo para implantar impressoras em todas as urnas do País, enquanto o TSE estima esse gasto em R$ 2 bilhões.
O engenheiro criticou a decisão já tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, que considerou inconstitucional a impressão dos comprovantes, prevista na minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso em 2015. Na ocasião, a medida foi vetada pela ex-presidente Dilma Rousseff, o veto foi derrubado pelo Congresso e, posteriormente, o STF considerou que a medida poderia ser uma forma de violar o sigilo da votação.
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