Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Estado demite agentes da Sefaz que recebiam propina em Mato Grosso

Investigação apontou esquema de cobrança para abater dívida de empresa privada

Estado demite agentes da Sefaz que recebiam propina em Mato Grosso
Foto: Arquivo Colíder News

O governo do Estado demitiu três agentes de tributos após a comprovação em um processo administrativo disciplinar de que todos receberam dinheiro da empresa Caramuru Alimentos S/A para favorecê-la com redução de dívida de R$ 65 milhões para R$ 315 mil.


Os atos de demissão foram publicados nesta terça-feira (14), no Diário Oficial do Estado.

Todos foram alvos da 'Operação Zaqueus', deflagrada em 2017 pela Polícia Civil, para investigar a suspeita de prática de crimes por agentes de tributos.

Para reduzir a dívida da Caramuru, cada um dos agentes teria recebido propina de até R$ 1,8 milhão.

André Neves Fantoni, um dos agentes, é tido pelo Ministério Público como líder do esquema. Por isso, responde pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude processual, coação no curso do processo, estelionato e associação criminosa.

Já Alfredo Menezes de Mattos Júnior e Farley Coelho Moutinho respondem pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude processual.

O esquema veio à tona após o advogado Themystocles Ney de Azevedo de Figueiredo firmar uma colaboração premiada com o Judiciário.

Na Defaz, o advogado afirmou ter tido medo de ver seu nome envolvido numa investigação após conhecer, por meio da imprensa, outra denúncia envolvendo a Caramuru Alimentos S/A, na campanha eleitoral de 2016.

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O empresário Walter de Souza Júnior, representante da Caramuru, responde por corrupção passiva, fraude processual, estelionato e lavagem de dinheiro.

Themystocles Figueiredo, colaborador da Justiça, responde por lavagem de dinheiro. A ação penal está em segredo de Justiça e caminha para sentença.

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