A farsa da "loja de confiança"
O casal mantinha um estúdio cenográfico dentro do apartamento, com logos, embalagens e produtos falsos. Para ganhar a confiança das vítimas, eles produziam vídeos personalizados exibindo o suposto estoque e garantindo a credibilidade da loja.
O modus operandi consistia em convencer as vítimas a pagarem uma parte do valor do produto antecipadamente para que o envio fosse realizado. Assim que o pagamento era efetuado, o casal bloqueava o contato com o cliente.
Impacto e investigação
- Vítimas: A Polícia Civil identificou pelo menos 26 vítimas apenas no Distrito Federal.
- Faturamento: O esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por semana.
- Consequências: A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 mil das contas dos acusados para tentar ressarcir as pessoas lesadas. O casal responderá por estelionato eletrônico, crime com pena que pode chegar a 8 anos de prisão.
Além da prisão, os itens utilizados na encenação da loja foram apreendidos pela polícia. A estudante, que estagiava em um escritório de advocacia, utilizava seu perfil nas redes sociais para construir uma imagem de especialista em segurança contra golpes, o que facilitava o convencimento das vítimas.


