Sábado, 10 de outubro de 2026

Estudo japonês avalia a segurança de respiração com oxigênio pelo reto

O objetivo do estudo realizado por pesquisadores japoneses era testar a segurança do método de respiração de emergência. Veja como funciona

Estudo japonês avalia a segurança de respiração com oxigênio pelo reto
Foto: Arquivo Colíder News
Pesquisadores japoneses descobriram que é seguro administrar oxigênio pelo reto. Apesar de curiosa, a técnica pode auxiliar pacientes com pulmões comprometidos ou vias aéreas bloqueadas a respirar durante uma emergência. O método é chamado de ventilação enteral e é um mecanismo utilizado por porcos, roedores, tartarugas e alguns tipos de peixes em situações urgentes.

O estudo foi liderado por universidades japonesas e tinha como objetivo testar a segurança do método e não a eficácia. Os resultados foram publicados na revista científica Med na última segunda-feira (20/10).

Em humanos, a técnica consiste na administração de perfluorocarbono líquido com uma concentração alta de oxigênio no reto. O oxigênio atravessa as paredes intestinais e chega à corrente sanguínea, suprindo a necessidade do paciente e garantindo que ele sobreviva mesmo com problemas no pulmão.

Ao todo, 27 homens saudáveis receberam entre 25 e 1,5 mil ml em um versão não oxigenada do perfluorocarbono no reto por uma hora. Neste primeiro momento, os pesquisadores não testaram a solução com oxigênio para avaliar a segurança do líquido.

Ao final do estudo, não foram relatados efeitos adversos graves. No entanto, participantes que receberam a dose mais alta tiveram inchaço abdominal e desconfortos. Os sinais vitais não foram alterados.

“Estes são os primeiros dados humanos, e os resultados se limitam apenas a demonstrar a segurança do procedimento e não sua eficácia”, lembra um dos autores do artigo, Takanori Takebe, cientista biomédico da Universidade de Osaka, em comunicado.
O próximo passo será utilizar a versão com oxigênio e testar por quanto tempo ela precisa ser administrada para melhorar a oxigenação sanguínea do paciente.

Fonte: Jorge Agle l Metropóles
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