O pré-candidato ao Senado Jaime Campos (DEM) afirmou que o governador Pedro Taques (PSDB) não tem autoridade para falar sobre casos de corrupção envolvendo pessoas do grupo que dá sustentação à pré-candidatura ao Governo de Mauro Mendes (DEM).
Em entrevista ao programa Conexão Poder, Jaime disse que, na atual gestão, houve casos piores.
“O Pedro Taques não tem autoridade para falar sobre esse negócio de ladrão. Ele tem que se colocar no lugar dele. Está com essa mania de falar que todo mundo é ladrão. É uma mania feia. Tem coisa bem pior do que ele critica que aconteceu no governo dele”, afirmou.
O ex-senador e ex-governador disse que Taques usa adjetivos impróprios ao cargo que ocupa e afirmou que o tucano “debocha” da inteligência da população.
“Eu preferiria até não falar, porque não sou da política da esculhambação. A população não quer esse tipo de debate. Agora, esse negócio de ficar chamando fulano de bobó cheira-cheira, que fulano roeu o osso... Esses não são adjetivos adequados para um governador ficar usando”, disse.
“A figura do governador é emblemática por ser a autoridade maior do Estado. A própria liturgia do cargo não permite que se faça da maneira como ele está fazendo, debochando, muitas vezes, da inteligência da população mato-grossense”, afirmou.
Devido valor
Ainda na entrevista, Jaime disse acreditar que Taques perdeu aliados por não lhes dar o "devido valor". E citou o próprio DEM como exemplo.
Segundo ele, a sigla ajudou o tucano a se eleger, mas não foi sequer consultada se teria em suas fileiras alguém gabaritado a coordenar uma das secretarias de Estado.
“O Pedro acha que todo mundo tem obrigação de continuar apoiando ele. Mas nós vivemos em uma democracia plena. Eu estive com ele, o apoiei, fiz o possível por ele. O líder do Governo dele, por dois anos, foi o deputado do DEM Dilmar Dal’Bosco. Mas a gente não tem obrigação de continuar com ele”, disse.
“O Pedro não deu o tratamento devido a essas pessoas que o deixaram, de respeito e consideração. E ele também não deu o devido tratamento ao nosso partido”, completou.
Veja a entrevista:


