Domingo, 11 de outubro de 2026

Ex-marido usou ferro de passar roupa para matar mulher; DNA confirma ossada

Essa é uma das duas ossadas localizadas em maio passado, na casa de Adilson Pinto. Restos mortais de outra mulher devem ter laudo definitivo nos próximos dias

Ex-marido usou ferro de passar roupa para matar mulher; DNA confirma ossada
Rep. HipernoticiasFoto: Arquivo Colíder News

Exames cadavérico e de comparação genética comprovaram que a ossada encontrada numa residência no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, no último dia 14 de maio  deste ano, é realmente de Benildes Batista de Almeida, assassinada pelo ex-marido dela, Adilson Pinto da Fonseca, que confessou o feminicídio, ajudando a polícia, inclusive, a localizar os restos mortais da vítima, enterrados por ele mesmo no quintal da casa.

Divulgacao

benildes mulher morta pelo ex marido ossada encontrada no quintal

Benildes- Espancada até a morte. Ex-marido admitiu ter batido na cabeça dela, com  ferro de passar roupa

Um dos dois exames, o cadavérico, revelou uma lesão no crânio da vítima, provocado por “instrumento contundente”, o que pode confirmar a versão do próprio assassino, que revelou à polícia ter batido na cabeça da vítima, com um ferro de passar roupa. “É possível  que seja verdade, ferro de passar roupa se enquadraria como instrumento contundente”, observou  Farias, em entrevista ao HNT/HiperNotícias..

Já o exame de DNA (comparação genética), segundo o delegado Fausto Freitas, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), “é a prova cabal” de que os restos mortais são mesmo da Benildes.  ‘Isso elimina qualquer chance de possível questionamento”, destacou o delegado.

Tecnicamente, conforme levantou a reportagem do HNT/HiperNoticias,  é possível extrair material genético do osso de um cadáver, especialmente da clavícula, do fêmur, das costelas e dentes, por exemplo, onde há possibilidade de retirada da medula. A comparação é feita a partir da comparação com material coletado de algum familiar da vítima.

Todos os procedimentos foram realizados em Cuiabá.

Alan Cosme/HiperNoticias

delegado fausto freitas

 Delegado Fausto Freitas - DHPP

 A outra vítima

Já quanto à ossada da ex-namorada  de  Adilson Pinto,  que foi a primeira a ser localizada  pela polícia, ainda não teve seu laudo técnico revelado. Talissa de Oliveira Ormond foi  dada como desaparecida em julho de 2013, quando tinha 22 anos de idade.

“Nos próximos dias deverão ser concluídos os exames  quanto à ossada da Talissa, que foi a primeira vítima. A da Benildes foi concluído primeiro, porque, conforme as informações uqe me foram passadas, a ossada dela estava mais preservada e, assim, foi mais fácil fazer o confronto do DNA”, emendou Fausto Freitas, salientando que, “a da Talissa, mesmo estando mais deteriorada, é possível a coleta de material genético para que seja feito o confronto”.

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