Exames cadavérico e de comparação genética comprovaram que a ossada encontrada numa residência no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, no último dia 14 de maio deste ano, é realmente de Benildes Batista de Almeida, assassinada pelo ex-marido dela, Adilson Pinto da Fonseca, que confessou o feminicídio, ajudando a polícia, inclusive, a localizar os restos mortais da vítima, enterrados por ele mesmo no quintal da casa.
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Benildes- Espancada até a morte. Ex-marido admitiu ter batido na cabeça dela, com ferro de passar roupa
Um dos dois exames, o cadavérico, revelou uma lesão no crânio da vítima, provocado por “instrumento contundente”, o que pode confirmar a versão do próprio assassino, que revelou à polícia ter batido na cabeça da vítima, com um ferro de passar roupa. “É possível que seja verdade, ferro de passar roupa se enquadraria como instrumento contundente”, observou Farias, em entrevista ao HNT/HiperNotícias..
Já o exame de DNA (comparação genética), segundo o delegado Fausto Freitas, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), “é a prova cabal” de que os restos mortais são mesmo da Benildes. ‘Isso elimina qualquer chance de possível questionamento”, destacou o delegado.
Tecnicamente, conforme levantou a reportagem do HNT/HiperNoticias, é possível extrair material genético do osso de um cadáver, especialmente da clavícula, do fêmur, das costelas e dentes, por exemplo, onde há possibilidade de retirada da medula. A comparação é feita a partir da comparação com material coletado de algum familiar da vítima.
Todos os procedimentos foram realizados em Cuiabá.
Alan Cosme/HiperNoticias

Delegado Fausto Freitas - DHPP
A outra vítima
Já quanto à ossada da ex-namorada de Adilson Pinto, que foi a primeira a ser localizada pela polícia, ainda não teve seu laudo técnico revelado. Talissa de Oliveira Ormond foi dada como desaparecida em julho de 2013, quando tinha 22 anos de idade.
“Nos próximos dias deverão ser concluídos os exames quanto à ossada da Talissa, que foi a primeira vítima. A da Benildes foi concluído primeiro, porque, conforme as informações uqe me foram passadas, a ossada dela estava mais preservada e, assim, foi mais fácil fazer o confronto do DNA”, emendou Fausto Freitas, salientando que, “a da Talissa, mesmo estando mais deteriorada, é possível a coleta de material genético para que seja feito o confronto”.


