Exército começa atuar nesta terça-feira (28), em terras indígenas xavantes para conter coronavírus. A ação é a primeira destinada a este público no Estado. Os xavantes, que estão em 9 terras indígenas de Mato Grosso, concentram 60% das mortes entre os povos. De acordo com a Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), das mais de 70 mortes de índios, 46 são de xavantes. São mais de 300 casos confirmados com a doença entre xavantes.
Segundo o Distrito Sanitário Indígena Xavante (DSEI), a força tarefa denominada “Operação Xavante”, ocorre de hoje à 16 de agosto, coordenada pelo Governo Federal. Serão 3 etapas, com 12 mil procedimentos, entre triagem e atendimentos, bem como testes rápidos e distribuição de álcool em gel 70% e kits de higiene. Os atendimentos médicos serão realizados por uma equipe formada por 10 clínicos gerais, 1 infectologista, 2 pediatras e 2 ginecologista/obstetras, que terão o suporte de 3 enfermeiros e 6 técnicos em enfermagem, todos das forças armadas. Também contarão com os profissionais de saúde e administrativos do DSEI Xavante.
Os insumos como medicamentos e testes começaram a desembarcar na cidade de Barra do Garças no último domingo (26) e os profissionais na segunda-feira (27). Duas Unidades Básicas de Saúde construídas pela prefeitura de Barra do Garças nas aldeias São Marcos e Namunkurá servirão de base atendimentos. “Os médicos estarão nas aldeias para atender as comunidades xavante e bororo que precisam de apoio para conter a propagação dos casos de covid e outras enfermidades que afetam os indígenas”, afirma o prefeito Roberto Farias.
Secretário da Fepoimt, Lúcio Wa Ane Terowa, diz que ação é a primeira na prática que concretiza suporte aos indígenas. Apesar do tardio reforço, Lúcio complementa que será essencial para conter a propagação. O líder xavante também credita às iniciativas de contenção, a campanha “SOS Xavante”. A campanha já arrecadou 80% dos R$ 250 mil estimados, adquirindo até respiradores.
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