Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Experiência de filme? Antenas de insetos são conectadas a drones para navegação via cheiro

Eles são bio-híbridos.

Experiência de filme? Antenas de insetos são conectadas a drones para navegação via cheiro
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Cientistas no Japão estão explorando uma abordagem inovadora para navegação baseada no olfato, integrando tecnologia robótica com os sentidos apurados das mariposas-da-seda. A nova pesquisa combina drones com antenas de insetos para aprimorar a detecção de odores, abrindo caminho para avanços significativos em missões de busca e resgate.


Atualmente, os drones convencionais dependem de sensores visuais, como câmeras e lasers, que podem falhar em condições adversas, como baixa visibilidade ou ambientes com poeira e umidade.

Um drone bio-híbrido

Essa limitação torna a busca por sobreviventes em desastres naturais um desafio, já que não há sempre um alvo visual claro a ser localizado. Para superar esse problema, os pesquisadores recorreram às extraordinárias capacidades sensoriais dos insetos.

O projeto, liderado pelo professor associado Daigo Terutsuki, da Universidade de Shinshu, em parceria com a Universidade de Chiba, utiliza antenas de mariposas-da-seda conectadas a eletrodos em sensores eletroantenográficos (EAG). Esse sistema mede os sinais elétricos das antenas em resposta a odores, permitindo que os drones rastreiem cheiros no ambiente.


As mariposas-da-seda machos possuem uma habilidade impressionante de detectar feromônios de fêmeas a quilômetros de distância para encontrar um par. Os cientistas viram nesse comportamento uma oportunidade para adaptar a tecnologia e auxiliar na localização de sobreviventes em situações críticas.

Versões anteriores do bio-híbrido conseguiam detectar odores apenas a dois metros de distância, limitando sua utilidade. Para contornar essa restrição, os pesquisadores desenvolveram um novo algoritmo de rastreamento baseado no comportamento real dos insetos.

Esse sistema, chamado de "algoritmo de rotação em três etapas", simula pausas intermitentes que os insetos fazem ao seguir uma trilha de odor. Além disso, melhorias no design da interface das antenas, incluindo um funil redesenhado e um revestimento condutor, reduziram a resistência do fluxo de ar e o ruído elétrico, ampliando o alcance do drone para até cinco metros.

As aplicações desse avanço vão além do resgate de vítimas de desastres. A tecnologia também pode ser usada para detectar vazamentos de gás, identificar materiais perigosos, localizar focos de incêndio e até reforçar a segurança em aeroportos e fronteiras.

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"Historicamente, as operações de busca e resgate dependem de buscas visuais manuais, já que não havia uma tecnologia eficaz para localizar pessoas desaparecidas de maneira eficiente. O drone bio-híbrido avançado desenvolvido neste estudo pode revolucionar essas operações ao rastrear odores, permitindo uma resposta rápida e potencialmente salvando mais vidas quando cada segundo é crucial", conclui o Dr. Terutsuki.

Fonte: Vika Rosa l IGN Brasil

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