A criança foi adotada ainda bebê, por um casal de produtores rurais que mora na zona rural de Santo Afonso. Aos policiais militares que foram atender o caso, a mulher relator que a adolescente teria apresentado sangramentos e ao leva-la para uma consulta com ginecologista, foi constatado o abuso. No entanto, esse fato não teria sido informado às competentes.
Ocorre que a garota passou mal na tarde de sábado e foi levada pela mãe até a cidade onde recebeu atendimento feito por uma equipe de saúde do Município. Foi então que houve a constatação de um sangramento contínuo e a menina foi encaminhada para fazer exames num hospital da região. Na unidade, os profissionais identificaram o aborto, sem poder precisar se foi espontâneo ou provocado.
No boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar há relatos de que o pai da garota, teria ido ao núcleo da Polícia Militar denunciar o desaparecimento da mãe e filha.
A mulher então ligou para a Polícia Militar e disse que havia "sumido" com a filha para denunciar o estupro e abusos frequentes que a menina vinha sofrendo. Após essa informação, policiais militares prenderam o suspeito e o levaram para a delegacia, entregando-o para a Polícia Civil.
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A Polícia Civil também investigará se houve omissão por parte de profissionais da saúde pública, incluindo um ginecologista que atendeu a criança antes da gravidez e do aborto e não relatou qualquer suspeita de abusos para as autoridades competentes.


