Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

'Fiz a besteira de dar carona', diz sargento preso após entrega de dinheiro em nome do desembargador Zuquim

Eduardo Soares Moraes nega envolvimento no caso e afirma que não sabia do conteúdo do envelope entregue por ex-mulher de acusado de assassinato

'Fiz a besteira de dar carona', diz sargento preso após entrega de dinheiro em nome do desembargador Zuquim
Foto: Arquivo Colíder News
O sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, Eduardo Soares Moraes, preso por falsidade ideológica e associação criminosa, prestou depoimento afirmando que não tinha conhecimento do conteúdo da entrega de R$ 10 mil no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e que apenas cometeu o erro de “dar carona”.

O episódio ocorreu na terça-feira (12), quando um envelope com dinheiro foi entregue no Fórum de Cuiabá por meio de um motorista de aplicativo. A entrega teria sido intermediada por Laura Kellys, ex-mulher do sargento Jackson Pereira Barbosa, preso pela suspeita de participação na morte do advogado Renato Nery.

“Eu não tenho nada a ver com isso, só dei carona”

 Em depoimento, Soares ressaltou sua inocência e a falta de vínculo com os envolvidos: 

“Eu não tenho nada a ver com nada, não tenho amizade com o Jackson. Simplesmente fiz a besteira de ter dado carona. Poderia ter falado para ela pegar um Uber. Por R$ 10 mil, qual seria minha vantagem? Não recebi nada, não devo nada a ninguém”, declarou o policial.

Ele contou que Laura pediu ajuda para entregar uma “encomenda” a um funcionário do advogado, e só percebeu que se tratava de dinheiro ao ver o envelope de depósito bancário sendo passado ao motorista de aplicativo.

“Ela pediu para verificar se havia alguém no pátio com um Logan prata para entregar o pacote. Eu só entendi que era dinheiro quando o envelope foi passado para o motorista”, explicou.

Relacionamento com Jackson Pereira Barbosa

Sobre sua relação com Jackson, Soares negou amizade, mas admitiu conhecer o sargento no batalhão da Rotam, onde ambos trabalharam. Ele disse ter ajudado Laura por ela ser próxima de um amigo pessoal.

Após a entrega, Soares acompanhou Laura ao Tribunal de Justiça à espera do advogado, que não apareceu, e depois a deixou na Rodoviária de Cuiabá.

 Investigações seguem 

O caso está sob investigação pela Polícia Civil. O dinheiro foi recuperado, e as apurações buscam esclarecer as motivações e responsabilidades na tentativa de uso indevido do nome do presidente do TJMT.
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