“Mudança” e “Futuro” no discurso
As duas primeiras palavras anotadas por Flávio — “Mudança” e “Futuro” — fazem parte da construção do discurso eleitoral do candidato. A estratégia é apresentar a candidatura como uma alternativa ao atual governo e associá-la à ideia de transformação política.
A campanha convocou apoiadores para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 15h. “7 de setembro é dia de mostrar a força de quem acredita em um Brasil diferente”, afirma o texto divulgado pela campanha.
O chamado termina com a frase: “Vamos juntos resgatar o Brasil”.
7 de Setembro é símbolo do bolsonarismo
A escolha da data e do local segue uma estratégia utilizada pelo bolsonarismo em anos anteriores. A Avenida Paulista se tornou um dos principais pontos de concentração de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, especialmente em manifestações realizadas no Dia da Independência.
Em 2021, quando ainda era presidente, Jair Bolsonaro participou de um ato na Paulista e fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No ano seguinte, durante a campanha pela reeleição, voltou a convocar apoiadores para manifestações no 7 de Setembro.
Em 2024, já fora da Presidência, Bolsonaro novamente participou de um ato na Paulista. Na ocasião, apoiadores fizeram críticas a Moraes e defenderam o impeachment do ministro. Segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), ligado à Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 45,4 mil pessoas participaram da manifestação.
Bolsonaro também usou “cola” no JN
Em 2022, durante sabatina no Jornal Nacional, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também levou uma “cola” na mão.
As palavras escritas na mão eram “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”.
Os três países eram comandados por políticos de esquerda na época – Gustavo Petro na Colômbia, Alberto Fernández na Argentina e Daniel Ortega na Nicarágua. Já Dario Messer era conhecido como o “doleiro dos doleiros”.


