Mandados da 'Operação Acqua Ilicita' foram expedidos para locais fora de Mato Grosso também, conforme explicaram os responsáveis pelas investigações, integrantes das polícias Civil e Militar e do Ministério Público.
O promotor de Justiça e coordenador-geral do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), Adriano Roberto Alves, explicou que a cidade do Rio de Janeiro teve ordem judicial em razão de alvos estarem lá procurando guarida nos morros cariocas, que costumam abrigar integrantes do Comando Vermelho que fogem de outros estados.
"Pra vocês entenderem porque que tem pessoas do Rio de Janeiro. É que algumas pessoa aqui que vão para o semiaberto, colocam tornozeleira vão para o Rio de Janeiro, se amasiar lá. No Rio de Janeiro, sabemos, muita favelas lá estão servindo de abrigo de algumas lideranças do Comando Vermelho de outros estados. Então, por isso que as vezes tem dinheiro transferido para essa região", começou o promotor.
Um dos possíveis foragidos de volta ao Rio de Janeiro é o pastor Ulisses Batista, conhecido como 'Velho Ulisses', que comandava uma igreja no bairro Pedra 90, mas que é considerado um dos líderes do esquema de extorsão por meio de distribuidoras de água. Ele escapou antes de serem deflagradas as operações Acqua Ilitica e Falso Profeta, das quais é alvo concomitante, justamente pelo mesmo esquema, que movimentava R$ 1,5 milhão por mês entre Cuiabá e Várzea Grande.
O promotor ainda acrescentou que, além do Rio de Janeiro, os 56 mandados expedidos também foram cumpridos em Sinop (480 km de Cuiabá), Nobres (121 km) e na região metropolitana da Capital.
Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;
Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.
Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.
Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter ‘X’.
Siga o Colidernews também no Instagram.
Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.
Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão e, entre os alvos, estão lideranças da facção. Dois deles morreram em confronto policial em Cuiabá, no bairro 1º de Março, conhecidos como 'Farrame' e 'Gilmarzinho'.


