Segundo o projeto, são necessários aproximadamente três litros de água dessalinizada e o CO₂ presente em cerca de 6 mil metros cúbicos de ar para fabricar um litro do combustível.
A proposta é criar um ciclo de carbono próximo da neutralidade. Quando o eFuel é queimado, libera o CO₂ que havia sido retirado da atmosfera durante sua produção. Isso não elimina as emissões no escapamento, mas busca evitar a introdução de carbono fóssil adicional no ciclo.
A tecnologia é vista pela Porsche como complemento aos veículos elétricos. O foco está principalmente na enorme frota de automóveis a combustão que permanecerá circulando por décadas e não pode simplesmente ser substituída de uma vez.
Outra vantagem é a compatibilidade. O combustível pode ser transportado pela infraestrutura atual e utilizado em carros novos ou antigos sem mudanças no motor.
A Haru Oni tem capacidade piloto de 130 mil litros anuais. O plano prevê avançar para 55 milhões e, posteriormente, 550 milhões de litros por ano.
Além dos automóveis, os combustíveis sintéticos também são estudados como alternativa para setores de difícil eletrificação, como aviação, transporte marítimo e indústria química.


