O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou que a Suprema Corte tenha agido com “pirotecnia” no caso da operação policial deflagrada nessa quinta-feira (15), contra o senador Marcos do Val (Podemos- ES).
“Não se trata de nenhuma pirotecnia. Na verdade, é um senador que fez declarações e que vem atuando de maneira bastante questionável e foi isso que a Polícia Federal identificou. Tanto é que pediu até a prisão dele”, disse o ministro, durante o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Cuiabá.
Gilmar Mendes minimizou a hipótese de a ação policial ter criado qualquer atrito entre o Judiciário e o Senado e assegurou que todas as medidas previstas em casos como este foram respeitadas.
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“Não tem nenhum atrito entre poderes nesse momento. 'Por acaso' era um senador o alvo da operação, simplesmente isso. Mas aí se tomaram todas as medidas, notificação ao chefe do Poder, no caso o presidente (do Senado) Rodrigo Pacheco, todos os avisos foram feitos. Não houve publicidade disso a não ser depois, em suma todos os cuidados que devemos ter”, ressaltou.
A Polícia Federal cumpriu ontem mandados de busca e apreensão em endereços do senador Marcos do Val em em Brasília e no Espírito Santo, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
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O ministro determinou a abertura de investigação contra o senador em fevereiro para apurar suspeita da prática dos crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação.


