O Google acaba de iniciar os testes para dar suporte ao empacotamento do Chrome e do Chromium no formato Flatpak – sistema universal de distribuição de aplicativos para o Linux –, facilitando a vida de quem usa distribuições menos comuns ou até mais modernas do sistema do pinguim.
Atualmente, a big tech distribui o navegador para o ecossistema apenas nos tradicionais formatos DEB e RPM. Para quem não sabe, a versão Flatpak do Chrome é mantida por colaboradores voluntários da comunidade, não pelo próprio Google.
De acordo com Tom Anderson, engenheiro de software de desenvolvimento do Chrome/Chromium, a movimentação ainda não deve ser interpretada como um "compromisso de suporte oficial ao Flatpak". Na verdade, ela é um esforço interno da equipe de engenharia para testar configurações de sandbox restritas e estender o suporte aos portais XDG do sistema.
Movimentação ainda não deve ser interpretada como um "compromisso de suporte oficial ao Flatpak" - Imagem: reprodução
Navegadores baseados em Chromium possuem um sistema próprio de sandbox interno projetado para evitar que abas ou processos maliciosos acessem o restante do computador.
O problema é que, normalmente, rodar um sandbox dentro de outro costuma quebrar o funcionamento do navegador – lembre-se de que o próprio Flatpak também é um sandbox.
Para contornar a limitação, quem faz o trabalho de empacotar o Chrome usa o Zypak, uma camada de compatibilidade alternativa que “engana” o Chromium. A entrada oficial do Google pode, justamente, evitar essa gambiarra técnica.
Hoje, o único grande navegador que possui suporte oficial e robusto ao Flatpak é o Mozilla Firefox. Outros rivais baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Vivaldi, não oferecem Flatpaks mantidos oficialmente. O Brave até possui uma versão disponível na Flathub, mas a própria empresa desaconselha seu uso por apresentar desempenho inferior ao dos pacotes nativos.


