Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Governador de MT coloca retomada de 2,2 milhões de hectares de terras do Pará como prioridade

Com isso, perdemos quase 2,2 milhões de hectares de terras que na verdade pertencem a Paranaíta, Alta Floresta, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Apiacás, Vila Rica, Santa Cruz do Xingu e Santa Terezinha.

Governador de MT coloca retomada de 2,2 milhões de hectares de terras do Pará como prioridade
Foto: Arquivo Colíder News

O governador Mauro Mendes (DEM) realizou uma reunião com a classe política para debater a linha de divisão entre Mato Grosso e o Pará. Mato Grosso busca um território de 2,2 milhões de hectares. O Estado argumenta que o Intituto Brasileiro de Geografia e Estatísca (IBGE) errou ao fazer a demarcação ao colocar o limite na Cachoeira das Sete Quedas e não o Salto das Sete Quedas. 

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2004. "Rondon indicou o Salto das Sete Quedas e o ponto setentrional norte da Ilha do Bananal como linha divisória. Mas, na hora de confirmarem a demarcação, os técnicos do Clube de Engenharia confundiram o Salto das Sete Quedas com a Cachoeira das Sete Quedas.

Com isso, perdemos quase 2,2 milhões de hectares de terras que na verdade pertencem a Paranaíta, Alta Floresta, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Matupá, Guarantã do Norte, Apiacás, Vila Rica, Santa Cruz do Xingu e Santa Terezinha. Precisamos desta revisão para cessarmos os prejuízos para sofridos por nosso Estado”, explicou o deputado estadual Valdir Barranco (PT).

O pedido de revisão geográfica tramita no STF sob a relatoria do ministro Marco Aurélio de Mello. Pesa contra Mato Grosso, uma perícia técnica feita pelo Exército brasileiro, durante o trâmite do processo, mantendo os limites geográficos chancelados pelo Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.

“Estamos deixando de receber royalties de usinas instaladas em terras mato-grossenses sob o domínio do Pará. Além disso, acumulamos despesas com serviços públicos prestados por Mato Grosso aos cidadãos do outro estado, como educação e saúde. Temos que convencer o ministro Marco Aurélio a determinar nova perícia para provarmos o erro e recuperarmos nosso território”, argumentou Valdir Barranco.

 

No encontro, o governador prometeu envidar esforços necessários, obedecendo o rito processual que já vem sendo adotado ao longo dos 15 anos dessa ação. "Faremos tudo que técnico e juridicamente for possível para recuperarmos estas terras", disse o governador no encontro. (Com informações da assessoria) 

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