Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Governo deixa Globo de fora de 'merchan' da reforma da Previdência

ACABOU A MAMATA

Governo deixa Globo de fora de 'merchan' da reforma da Previdência
Entre as principais emissoras de TV aberta, apenas a Rede Globo ficou de fora dos planos de "merchan". Foto: Alan Santos/PRFoto: Arquivo Colíder News

Para defender a Reforma da Previdência, o governo de Jair Bolsonaro vai investir ações de merchandising com artistas em programas da TV aberta, como SBT, Record e Band, com exceção da Rede Globo.

As informações são do portal UOL.

Já estariam escalados para as apresentar o ‘merchan’ do polêmico projeto os apresentadores Milton Neves e José Luiz Datena (Band), Luciana Gimenez (RedeTV), Ratinho (SBT), Rodrigo Faro, Ana Hickmann e Renata Alves (Record), conforme publicou o jornal Meio & Mensagem.

Segundo a publicação, a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom) esclareceu que Globo ficou de fora desta etapa da campanha devido às regras da política comercial da emissora, que vetam a participação de seus apresentadores em propagandas do governo.

R$ 40 MILHÕES EM PROPAGANDA

O empenho do governo para aprovar a reforma da Previdência já soma R$ 40 milhões em publicidade. Embora o valor seja alto, a quantia é considerada pelo mercado dentro dos padrões para uma campanha deste porte, com alcance nacional. Um dos filmes da campanha está no ar desde março.

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Os novos comerciais serão veiculados em rádio, televisão, jornais e internet, com o slogan “Nova Previdência, pode perguntar”, como uma tentativa de esclarecer pontos da proposta para a população. Apesar de não fazer parte do grupo de emissoras que vão divulgar o merchan, a Globo exibirá a campanha publicitária em seus intervalos, que devem ir ao ar na segunda quinzena de maio.

SUSPENSÃO DE CAMPANHA

O PSOL já se posicionou contra a publicidade do governo, e afirmou que tentará proibir a veiculação da campanha. Para o partido, “o merchandising se caracteriza como propaganda subliminar que tenta induzir as pessoas a aceitar ou consumir algo por indicação de outra pessoa”, e explicou que “a ação será fundamentada no desvio de finalidade e abuso de autoridade”.

Segundo o partido, a “iniciativa do governo fere o artigo 37 da Constituição Federal e outras legislações”.

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