O coordenador da ação e chefe do Grupo de Investigações Sensíveis da Polícia Federal, Sérgio Luis Stinglin de Oliveira, informou que os criminosos de Mato Grosso, que são membros da quadrilha investigada na Operação Enterprise, eram responsáveis por enviar parte da carga de cocaína para São Paulo e posteriormente à Europa.
"Em Mato Grosso foi apreendido uma tonelada de cocaína e uma metralhadora. A capacidade financeira da organização criminosa é impressionante. Nós conseguimos desestruturar a organização em seu principal ponto que é o dinheiro", disse Sérgio.
Durante a operação, foram sequestrados aproximadamente R$ 400 milhões em bens do narcotráfico, sendo a maior operação do ano. Foram apreendidos aeronaves, imóveis e veículos de luxo.
Conforme o coordenador da ação, ao todo foram apreendidos 50 toneladas de cocaína. A carga seria encaminhada para São Paulo e posteriormente à Europa.
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Sérgio contou que o principal alvo da investigação é um brasileiro que morava há muito tempo no exterior e que tinha um patrimônio 'gigantesco'. O esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens, ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas (laranjas) e empresas fictícias, a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.
"Conseguimos identificar o principal alvo que é brasileiro e vivia na Europa há muito tempo. Ele tinha um patrimônio gigantesco e apartir dele nós conseguimos localizar sete grupos aqui no Brasil.", pontuou.
Em continuidade às ações de cooperação internacional, foram expedidas, ainda, difusões vermelhas na Interpol para a prisão de oito investigados que estão no exterior, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países.


