Nesta segunda-feira (02/10), o Governo Federal deu início a uma operação destinada a remover não indígenas que ocupam irregularmente parte das terras Apyterewa e Trincheira Bacajá, localizadas no estado do Pará.
A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, revelou em entrevista à Voz do Brasil que aproximadamente 2 mil pessoas vivem de maneira irregular nessas áreas.
Sônia Guajajara explicou que atualmente, nas terras Apyterewa e Trincheira Bacajá, residem cerca de 2.400 indígenas das etnias Parakanã, Mebengôkre Kayapó e Xikrim, distribuídos em 51 aldeias. Além disso, há registros de indígenas isolados e de recente contato nesse território.
A desintrusão dessas terras não apenas visa devolver o território aos povos originários, mas também preservar suas culturas e tradições. A ministra destacou que "A Trincheira Bacajá e Apyterewa são campeãs de desmatamento e exploração ilegal, incluindo garimpo. Com [a desintrusão], conseguimos restaurar o meio ambiente e devolver o território para os povos usufruírem conforme suas tradições e iniciativas próprias."
Ela enfatizou a importância de impedir a prática de ilícitos dentro desses territórios, observando que a exploração ilegal, desmatamento e outras atividades predatórias causam danos significativos ao meio ambiente e à comunidade indígena, afetando indiretamente todas as pessoas.
A ação das Forças de Segurança na região Norte do país está prevista para durar cerca de 90 dias e envolve vários órgãos governamentais, incluindo os Ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre outros.
Durante a entrevista, a ministra Sônia Guajajara também fez um balanço das desintrusões já realizadas este ano, destacando as terras indígenas Alto Rio Guamá e Munducuru, ambas no Pará, e a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia. Ela ressaltou que, além da Terra Yanomami, existem outras 32 terras indígenas listadas para desintrusão no futuro.
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Assim como ocorreu no Alto Rio Guamá, equipes da Funai e da Força Nacional continuarão atuando na região após a conclusão da Operação, a fim de impedir o retorno de invasores e assegurar a proteção dessas terras indígenas. A operação demonstra o compromisso do governo com a preservação dos direitos e territórios dos povos indígenas no Brasil.
Fonte: Brasil 247


