Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Há um mês Fernando está foragido após torturar enteada cega

Quem tiver qualquer informação sobre Fernando Lordelo Alves deve ligar para 190 ou 197.

Há um mês Fernando está foragido após torturar enteada cega
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Há um mês Fernando Lordelo Alves, 30 anos, está sendo procurado pela justiça após fugir da polícia no dia (15/07) quando ao ser denunciado por tortura a enteada, de 06 anos, deficiente visual.


Policiais já fizeram diligências em Sorriso e também em Nova Ubiratã onde Fernando poderia estar, mas Fernando não foi encontrado e segundo as fontes do JK as buscas continuam, mas não há uma informação precisa onde Fernando está.

Ainda segundo a fonte do JKNOTICIAS, existe pessoa ou pessoas que estão protegendo e escondendo Fernando, pois é sabido por toda população que ele está sendo procurado pelo crime covarde que cometeu contra uma criança, de 06 anos, deficiente visual e que era sua enteada.

Mas onde Fernando está? Tem água, comida, energia, internet, lugar para dormir, e tem alguém o ajudando, não sabem o que ele fez e que é procurado?

Seria Fernando, o Lázaro sorrisense, que fugiu da polícia por 20 dias após cometer vários crimes, até durante a fuga e mobilizou mais de 270 policiais?

Quem tiver qualquer informação sobre Fernando Lordelo Alves deve ligar para 190 ou 197.

A Comarca de Sorriso está trabalhando com o “Protocolo Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência” no atendimento a uma menina de seis anos, deficiente visual, vítima de tortura praticada pelo padrasto e com o conhecimento da mãe. A menina foi acolhida pelos integrantes da Rede de Proteção à criança Vítima ou Testemunha de Violência.

 

O caso chocou os mato-grossenses. A menina foi encontrada por policiais militares em um estabelecimento comercial no centro de Sorriso. A mãe tentou impedir o trabalho dos militares e recebeu voz de prisão. A criança estava com hematomas pelo corpo e sinais de desnutrição. O suspeito fugiu e está com o mandado de prisão em aberto e a mãe presa preventivamente.
A atuação da rede aconteceu mesmo antes da sua implantação oficial naquela comarca. “A rede, mesmo que não criada oficialmente, está atuando de forma integrada na proteção da criança e do adolescente. A criança já está sendo atendida no formato da rede, através de um trabalho articulado de todos os órgãos que tem por missão a defesa das crianças e dos adolescentes”, informou o juiz da 2ª Vara Criminal de Sorriso, Anderson Candiotto.
 
“O Tribunal de Justiça liderou no Estado a criação do Protocolo Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência e, nesta esteira, a Comarca de Sorriso também se mobilizou e estamos na fase final de aprovação do nosso protocolo local”, explicou o magistrado.
A secretária de Assistência Social de Sorriso, Jucélia Ferro, destacoou que a partir de um convite da Vara da Infância, a prefeitura de Sorriso e o Ministério Público da comarca firmaram essa parceria e unificaram a conduta do atendimento em rede. “Principalmente no que diz respeito a escuta única dessa vítima, para que assim possamos amenizar a dor dessa criança que já sofreu o abuso”.
 
Direito da criança – O “Protocolo Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência” foi lançado pelo Poder Judiciário em Mato Grosso, juntamente com outras entidades em abril deste ano . O objetivo é a padronização do atendimento para assegurar a aplicação da Lei nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítimas ou testemunhas de violência. A principal preocupação das instituições envolvidas é evitar a revitimização de crianças e adolescentes na realização de entrevistas múltiplas pelos mesmos fatos, bem como garantir a observância de cautelas e parâmetros voltados à proteção, antes e durante o atendimento pela rede de proteção e a coleta de prova para persecução penal.
 
A Lei 13.431, de 04 de abril de 2017, tornou obrigatória a oitiva de crianças e adolescentes pelas técnicas de Escuta Especializada e Depoimento Especial. Além disso, prevê a realização de ações articuladas no âmbito da rede de proteção, a exemplo dos procedimentos de entrevista e oitiva pelas técnicas de Escuta Especializada e Depoimento Especial.
 
Veja o vídeo desta matéria AQUI.

 CONHEÇA UM POUCO DA FICHA CORRIDA DE FERNANDO

 

A ex-esposa de Fernando Lordelo Alves, 30 anos deu entrevista exclusiva ao JKNOTICIAS.COM onde a mesma disse que era agredida e que também Fernando já teria agredidos os próprios filhos, chegando até jogar uma criança na parede. Segundo a ex-mulher de Fernando, ela separou dele na primeira vez que ele a agrediu a filha do casal.  

Ainda segundo a ex-esposa, Gabrieli Sotel dos Santos, de 21 anos, mãe da menina, de 06 anos, sabia que Fernando a agredia e também pelo que ela passava e via como ela era tratada, mesmo assim deu apoio para que ela separasse de Fernando e até a ajudou a fazer as malas para ir embora.  Cerca de 10 dias após se separar de Fernando, ela descobriu que Gabrieli tinha “se juntado” com Fernando.

Gabrieli, que está gravida, foi presa em flagrante e levada para delegacia onde prestou depoimento e confirmou que Fernando agredia a filha, que é deficiente visual, e que também a agredia. Ela foi transferida na manhã desta quarta (20/07) para o presidio feminino de Colíder.

Ainda no depoimento Gabrieli disse que Fernando não dava água nem alimentava a menina para que ela não urinasse e nem defecasse na loja, além de usar alicates, que ele usava para fazer as joias, de clientes, para machucar as mãos e unhas da criança, além torturá-la.

Gabrieli tinha uma medida protetiva contra o suspeito, que quando ficou sabendo da denúncia contra ele deu a “surra” mais violenta nela e também em sua filha, de 06 anos.

Gabrieli e Fernando serão indiciados por tortura agravada por a vítima ser criança e ter deficiência.

A criança está passando por acompanhamento com médicos e está sob a guarda do pai e avó paterna.

Gabrieli Sotel Dos Santos, 21 anos, mãe e da menina de 06 anos, que deficiente visual e foi presa, em flagrante, por tortura contra a própria filha e estava presa na Delegacia de Sorriso foi transferida na manhã desta terça-feira (20/07) para um presidio feminino.

Gabrieli, que está gravida, foi levada para um presídio onde deve ficar por alguns dias, pois segundo as informações repassadas ao JKNOTICIAS, ela está com gravidez de risco, que seria eclampsia.

O CASO

A polícia militar foi acionada por volta das 16:30h, desta quinta-feira (15/07) em uma joalheira, na avenida Brescansin, para apurar uma denúncia de tortura contra uma criança, de 06 anos, portadora de deficiência visual, onde segundo a denúncia o padrasto da criança estaria agredindo fisicamente a menina e praticando maus-tratos contra a entrada.

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Os policiais então foram ao local e quando a guarnição se aproximou da porta de entrada da joalheria, o suspeito não queria permitir a entrada da polícia fechando a porta. Diante da ação de recusa, o sargento Perin, percebendo que existia algo de errado no local, adentrou porta a dentro para verificar a denúncia, e se, no interior da loja tinha indícios do crime, conforme narrado pela denúncia. Ao ver que a polícia entrou na joalheira, o padrasto da criança fugiu do local correndo pela Avenida Brescansin em direção a Área Verde.

No interior da joalheria foi encontrada a mãe da criança, que ao perceber a presença dos policiais, saiu de dentro do banheiro e fechou a porta novamente na tentativa de esconder a criança dos policiais. Então os policiais abriram a porta do banheiro e encontraram a criança sentada no vaso sanitário, de cabeça baixa, com sangramento nas mãos, com lesões corporais cortantes e hematomas por todo corpo.

Diante dos fatos a criança foi resgatada do banheiro da loja, onde estava escondida, e o Conselho Tutelar foi acionado.

Os policiais deram voz de prisão, em flagrante, a mãe da criança por ser conivente com as agressões físicas e psicológicas causadas contra sua filha pelo padrasto, além de ter mantido a criança trancada dentro do banheiro no intuito de não permitir que as autoridades descobrissem o crime que o casal estava cometendo contra a criança.

Segundo a mãe da criança, seu companheiro, padrasto da menina, realmente costumava agredir fisicamente sua filha.

A menina, de seis anos, foi entregue o Conselho Tutelar que levou para realizar o exame de corpo de delito e também a UPA sendo constatado que a criança estava desnutrida e com febre de 39.9°, motivo pelo qual ficou internada para tratamento clínico.

Após alguns exames, os médicos constataram que a menina, que também é deficiente visual, tinha algumas costelas quebradas e as fraturas seriam antigas, mas ela ainda poderia sentir algumas dores.

Ainda segundo os médicos, como não tem como engessar as costelas é necessário que a família cuide da menina.

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