A hemorragia do preço do boi foi freada em São Paulo, e em algumas outras praças, sem nenhuma animação quanto a uma retomada.
A média das principais regiões do estado é de R$ 275 para boi comum, sob descida de aproximadamente mais R$ 2 ontem, porém com negócios abaixo disso ante pressão dos demais frigoríficos que não veem espaço para os produtores escoarem os bois sem a maior indústria mundial operando unidades importantes, como de Pontes e Lacerda.
Relembrando: o mercado foi contaminado quando o JBS deu férias coletivas, mas há risco de uma ou duas ficarem mais tempo paradas ou até definitivamente, como em Juara e Juína.
Em São Paulo, por exemplo, a @ do boi desceu abaixo dos R$ 300, ou já cerca de R$ 293 pela Scot Consultoria, em estabilidade. Só o Cepea registrou animal da R$ 313, com queda de quase 1% na segunda.
A cereja do bolo de todo esse cenário é a segunda quinzena do mês adentrada.
Se já não havia força da demanda, quando ainda havia um pouquinho mais de liquidez na praça com os pagamentos, agora fica pior com a renda do brasileiro – aquele assalariado – sem reação.
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Mesmo a entrada dos auxílios emergenciais de eleição entrando, e uma certa estabilidade da carne bovina no núcleo da inflação, pouco se espera. Houve até uma pequena redução de preços, mas nas carnes de corte traseiro, mais caras, e longe da massa populacional.
As exportações, em alta da segunda para primeira quinzena de agosto, e maiores que para o período de 2021, pouco influenciam.


