A próstata é uma glândula que com o passar dos anos tende a aumentar de tamanho, em um processo natural, conhecido como hiperplasia prostática benigna (HPB) principalmente em adultos acima dos 40 anos. Embora não seja câncer, a condição pode impactar diretamente a rotina masculina, principalmente com o aumento da frequência urinária, inclusive durante a noite.
De acordo com o urologista Berthran Severo Garcia, que atende no Hospital Santa Lúcia Gama, no Distrito Federal, esse crescimento pode ser esperado. “É uma condição natural e benigna. Hábitos saudáveis como boa alimentação, prática de exercícios, evitar obesidade e tabagismo podem retardar esse processo”, explica.
Sintomas vão além do tamanho da próstata
Apesar do aumento da próstata ser comum, o volume por si só não define a necessidade de tratamento. Segundo o especialista, a avaliação clínica é essencial.
“O volume até 30 gramas é considerado uma referência, mas sintomas como jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto e acordar várias vezes à noite são tão importantes quanto o tamanho da próstata”, afirma Garcia.
Ferro acrescenta que esses efeitos não são universais e podem ser ajustados. “Hoje existem diferentes opções terapêuticas, e o tratamento pode ser personalizado para minimizar impactos na vida sexual”, diz.
Cirurgia é indicada em casos mais avançados
Quando o tratamento clínico não resolve, a cirurgia pode ser necessária. O procedimento não remove toda a próstata, mas apenas a parte interna aumentada.
A técnica considerada padrão-ouro atualmente é a enucleação por laser via transuretral. “É um procedimento menos invasivo, com menos sangramento e recuperação mais rápida”, destaca Garcia.
Já em próstatas muito volumosas, há alternativas como a cirurgia robótica, que também apresenta bons resultados.
O aumento da próstata é uma das principais causas de frequência urinária em homens acima dos 40 anos. Embora seja uma condição benigna, ela pode impactar diretamente o sono, a produtividade e o bem-estar. A avaliação médica é essencial para diferenciá-la de doenças mais graves e indicar o melhor tratamento.
Fonte: Bianca Queiroz l Metropoles


