O homem apontado como suspeito de manter uma mulher de 36 anos em cárcere privado em Campo Novo do Parecis (a 400 Km de Cuiabá) apresentou uma versão diferente da registrada inicialmente pela Polícia Militar. Em entrevista ao Plantão CNP, ele negou ter impedido a mulher de sair da residência e afirmou que o Mustang foi utilizado sem autorização para deixar o imóvel.
Segundo o homem, não houve briga ou agressão antes da saída da mulher. Ele afirmou que estava dormindo quando foi surpreendido pela movimentação e que tomou conhecimento do que havia acontecido somente após a fuga.
Um dos pontos contestados envolve o acesso ao portão. O homem afirmou que havia um controle dentro do Ford Mustang e outros dois controles sobre o balcão da residência. Na versão apresentada, isso demonstraria que havia meios para abrir o portão sem a necessidade de arrombamento.
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Ele também afirmou que o uso do veículo provocou prejuízos materiais e declarou que todas as medidas cabíveis já foram tomadas para apresentar a versão dos fatos às autoridades.
O caso ganhou repercussão depois que a mulher procurou ajuda em um hotel durante a madrugada de domingo (23). Conforme o boletim policial, ela relatou que havia conhecido o homem em uma festa de pagode e seguido até uma residência no bairro Jardim Itália.
À PM, a mulher afirmou que as portas do imóvel e, posteriormente, a porta do quarto teriam sido trancadas. Ela disse que não sofreu violência física ou sexual e que a relação sexual entre os dois ocorreu de forma consensual. Segundo o relato, a situação teria se limitado à privação da liberdade.
Ainda conforme a versão registrada pela polícia, o homem adormeceu e a mulher aproveitou o momento para deixar o quarto. Ela então teria utilizado o Mustang vermelho para sair da residência e arrombado o portão com o veículo.
O carro foi posteriormente deixado nas proximidades da Praça da Igreja Católica Matriz, segundo o registro policial. Quando a PM voltou ao local, o Mustang havia desaparecido. Durante as diligências, os policiais encontraram dentro da residência uma bolsa com documentos e um telefone celular pertencentes à mulher.
A Polícia Civil confirmou o registro de ocorrência por sequestro e cárcere privado e investiga o caso. As versões apresentadas pelos envolvidos deverão ser confrontadas com depoimentos, imagens e demais elementos reunidos durante a apuração.
*Com informações Plantão CNP


