Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Homem construiu fossa para esconder corpos de namoradas em Cuiabá

Corpos foram encontrados após 16 horas de buscas

Homem construiu fossa para esconder corpos de namoradas em Cuiabá
Rep. Folha MaxFoto: Arquivo Colíder News

Após dezesseis horas de trabalhos, a equipe do Grupo de Atuação em Perícias Especiais concluiu as operações de buscas pelos corpos de duas mulheres que estavam desaparecidas há seis anos. O autor dos crimes é Adilson Pinto da Fonseca, ex-companheiro das duas vítimas.

A ossada da segunda vítima, Benildes Batista de Almeida, foi encontrada no início da tarde desta terça-feira (14), enterrada no terreno residencial do bairro Nova Conquista, em Cuiabá. Ela foi encontrada há três metros de profundidade, após a realização de uma escavação mais profunda com uma retroescavadeira, no mesmo local aonde havia sido localizado o primeiro corpo.  

A primeira vítima encontrada é Talissa Oliveira Ormond, que na época do assassinato namorava o suspeito. Benildes é ex-mulher de Adilson e viajaria para a Europa no dia seguinte ao assassinato.

O Grupo de Atuação em Perícias Especiais (Gape), da Perícia Oficial e Identificação Técnica, atuou em conjunto com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na ocorrência de busca e localização dos corpos de duas mulheres desaparecidas desde a última segunda-feira (13).

A equipe, formada por dois peritos criminais, e uma técnica em necropsia, realizou as buscas e retirada dos ossos. De acordo com os profissionais, os corpos foram ocultados dentro de uma fossa séptica que havia sido construída pelo suspeito.

Segundo o perito criminal Daniel Soares, as buscas pelos corpos se iniciaram no interior da residência e foram direcionadas para a área externa após a confissão do suspeito sobre o local aonde havia enterrado a primeira vítima.

A indicação de que os corpos poderiam estar neste local também foi constatada através de denúncia anônima obtida durante o curso da investigação e após a observação da característica de compactação do solo em que estava construída a calçada, indicando que ela havia sido alterada.

Os corpos estão sendo examinados pela Gerência de Antropologia da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal para apuração da causa da morte e extração de material genético para o exame de identificação genética, que será realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense da Politec. Após o procedimento de identificação os corpos serão liberados para os familiares.

GAPE

O Grupo de Atuação em Perícias Especiais é formado por 16 profissionais de diferentes especialidades para, juntos, analisar e ponderar sobre todos os vestígios encontrados nos eventos, correlacionando-os e, a partir das conclusões obtidas, melhor nortear as investigações em curso, respeitando as jurisdições e instituições envolvidas.

A escolha dos profissionais do Gape que atuarão em cada ocorrência é feita pela coordenação do grupo, conforme a complexidade e natureza do caso. Nesta operação, foram escolhidos dois peritos criminais, sendo uma da área de engenharia legal e outro de local de crime, e uma técnica em necropsia.

 

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