Sábado, 10 de outubro de 2026

Homem é preso suspeito de agredir ex-esposa e chamá-la de 'negra fedida'

Suspeito foi autuado pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, violência psicológica e injúria racial até mesmo do filho.

Homem é preso suspeito de agredir ex-esposa e chamá-la de 'negra fedida'
ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

Um homem de 46 anos, identificado como N.M.S., foi preso nessa terça-feira (04) por injúria racial, lesão corporal e violência psicológica contra a ex-companheira. Ele teria agredido a vítima fisicamente e chamado a mulher, por várias vezes, de “negra fedida”.


Segundo a Polícia Civil, a vítima, de 31 anos, foi até a delegacia na segunda-feira (03) e contou sobre o crime. Após ser acolhida no Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, ela solicitou medida protetiva de urgência e narrou um histórico de violência que vivenciava com o suspeito.

Depois de procurar socorro e ajuda na Delegacia de Sorriso, o suspeito N.M.S. a agrediu fisicamente, arremessando uma garrafa na direção dela, o que resultou em lesão no tornozelo da vítima.

Na manhã de terça-feira, uma irmã da vítima presenciou o suspeito correndo atrás dela e a ofendendo verbalmente, quando acionou a Polícia Civil pelo 197. Imediatamente, uma equipe do Núcleo da Mulher seguiu ao local informado e prendeu o suspeito em flagrante.

A vítima contou que já tinha uma medida protetiva contra o suspeito, que foi preso anteriormente por crimes contra ela. Além das agressões físicas e verbais, ela contou que o ex-companheiro desferiu injúrias raciais, a ofendendo com expressões como “negra nojenta”, “fedida”, “negra maranhense”, “maranhense aqui em Sorriso não é nada”. As ofensas também eram feitas quando ele estava em chamadas de vídeo com a família e mostrava a vítima.

As injúrias também atingem o filho do casal, quando o suspeito diz que é branco e o filho “cheira negro”. A vítima relatou ainda que, há quatro meses, o suspeito a queimou no braço com óleo quente e, em outra oportunidade, bateu sua cabeça no beiral da porta.

A delegada Jéssica Assis explica que, desde 2023, a injúria racial é considerada como crime de racismo, sendo também um delito inafiançável e imprescritível, ou seja, não cabe pagamento de fiança e não prescreve.

“Observamos nas declarações da vítima que, além da gravidade da agressão física, as injúrias raciais a ofendem a ponto de ela começar a se sentir diminuída e desvalorizada como ser humano”, observou a delegada.

O companheiro da vítima foi autuado pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, violência psicológica e injúria racial.

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A delegada representou ao juízo da Comarca de Sorriso pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

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