Um caso macabro, digno de roteiro de cinema foi desvendado nesta quarta-feira na região do Araguaia. Um assassinato ocorrido em 2019 foi descoberto nesta semana, após trabalho de integração das polícias de Bom Jesus do Araguaia e Ribeirão Cascalheira.
O suspeito e agora assassino confesso é o marido da vítima, identificada como Irene Soares Alves, 66 anos. Após o crime, ele seguiu usufruindo dos bens da vítima e de sua aposentadoria, pois havia criado uma história de que teria sido "traído e abandonado" pela mulher.
Na última sexta-feira (18), a Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Ribeirão Cascalheira recebeu uma comunicação a respeito de um possível "calote". A comunicante da ocorrência estaria na posição de avalista da vítima, porém esta não teria honrado o seu compromisso e desaparecido.
A forma como se deu esse desaparecimento, chamou a atenção dos policiais, pois o seu companheiro alegava que ela fugiu com um amante.
Diante da suspeita, iniciou-se então uma série de diligências para localizar a mulher, que estaria com 66 anos de idade.
A Polícia Civil constatou que não havia qualquer notícia do paradeiro de Irene Soares desde abril de 2019.
Ela teria deixado para trás, para fugir com o suposto amante, uma propriedade rural na cidade de Bom Jesus do Araguaia, avaliada em mais de R$ 1 milhão, um imóvel na área urbana desta mesma cidade, cabeças de gado e diversos outros bens. Além disso, consta que a vítima realizou um empréstimo de valor consideravelmente alto, pouco antes de desaparecer.
No decorrer das investigações, o companheiro da vítima, que convivia com ela há mais de 19 anos, passou a figurar como principal suspeito e tudo indicava que ele estaria por trás do sumiço da vítima.
Ele foi intimado a prestar depoimento e compareceu nesta quarta à delegacia de Bom Jesus do Araguaia. Inicialmente, sustentou a versão de que Irene teria fugido com o amante. Porém, após diversos questionamentos dos policiais, confessou que matou a companheira e escondeu o corpo numa fossa no quintal da residência onde ambos moravam.
No depoimento, ele explicou que matou a esposa com uma paulada na região na nuca. Em seguida, levou o corpo para a fossa e o enterrou.
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Ao criar a história de sumiço da esposa, o assassino continuou vivendo na propriedade da vítima. E mais, seguiu sacando a aposentadoria dela pelo período de um ano.
O criminoso foi preso em flagrante delito pelo crime de ocultação de cadáver, o qual tem natureza permanente. Além disso, deverá responder pelo crime de feminicídio por motivo fútil e com recurso que impossibilite ou dificulte a defesa da vitima. Responderá também pelo crime de estelionato previdenciário em continuidade delitiva.


