Sábado, 3 de outubro de 2026

Influencer comparsa de pastor golpista é preso com extrato de R$ 17 bi

Paulo Salomão prometia retorno financeiro em investimentos. Ele também oferecia chá milagroso contra todos os problemas

Influencer comparsa de pastor golpista é preso com extrato de R$ 17 bi
Foto: Arquivo Colíder News

Um influenciador digital foi preso em Brasília, nessa quinta-feira (8/12), por equipes da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). A ação aconteceu quando Paulo Salomão apresentava, em uma agência bancária, um falso extrato com saldo de R$17 bilhões. Ele pertenceria à organização criminosa liderada pelo pastor evangélico goiano Osório José Lopes Júnior, mais conhecido como “pastor do golpe”.


A prisão de Salomão ocorreu durante a deflagração da operação Falso Profeta. O influenciador e estelionatário foi preso, em flagrante, por uso de documento falso e falsificação de documentos particulares. De acordo com as investigações, Salomão já foi alvo de apurações da Polícia Civil por diversos crimes, como estelionato e lavagem de dinheiro ao redor do Brasil e do mundo.

Após a prisão, a delegacia passou a receber diversas notícias-crime comunicando o esquema criminoso. “Os investigados abusam da fé alheia e valem-se de apelos religiosos e das redes sociais como isca, para investir seu dinheiro com eles, prometendo retornos financeiros fabulosos”, explicou o delegado-adjunto da 1ª DP Maurício Iacozzilli.

Veja como o influenciador usava seu canal para atrair vítimas:


Vídeos no YouTube

Segundo a investigação, o influenciador publicava, diariamente, dois ou três vídeos em seu canal no YouTube para atrair novos seguidores e convencer as vítimas de que o retorno financeiro do suposto investimento estaria próximo de ser liberado. “Esse dia nunca chega, gerando sofrimento, angústia, depressão e rompimento familiares, além do prejuízo de milhares de reais”, explicou o delegado.

Nas imagens, o golpista ainda informava que possuía informações privilegiadas de dentro do mercado financeiro nacional e internacional. No entanto, mesmo estabelecendo um prazo, nada acontecia. Como justificativa, os suspeitos alegavam bloqueios judiciais ou até mesmo novos sistemas quânticos bancários.

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Salomão também aproveitava para vender um milagroso chá que curaria todos os problemas. Além do canal no YouTube, ele estaria usando a rede social Telegram como instrumento na prática dos crimes.

Fonte: Carlos Carone e Mirelle Pinheiro Na Mira l Metrópoles

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