Sábado, 3 de outubro de 2026

Investigação por compra de votos pode tirar um deputado do PSB

Neuma e Magnani são investigados por compra de votos e captação ilegal de recursos financeiros para campanha eleitoral.

Investigação por compra de votos pode tirar um deputado do PSB
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (4) contra a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Moraes (PSB), poderá afetar na quantidade de eleitos pelo PSB de Mato Grosso na Assembleia Legislativa (ALMT). Isso porque o primeiro suplente da bancada eleita, o vereador Roniclei Dos Santos Magnani (PSB), também investigado, poderá ter o seu registro de candidatura cassado e consequentemente os seus 20.928 votos anulados.  


Neuma e Magnani são investigados por compra de votos e captação ilegal de recursos financeiros para campanha eleitoral. A investigação se iniciou após a prisão de um homem no primeiro turno das eleições deste ano. Ele foi pego com R$ 11.300,00, além de material de campanha dos dois candidatos, lista de eleitores que supostamente venderam o voto, além de outros elementos.   

Caso se comprove os crimes eleitorais, o Ministério Público Eleitoral (MPE) poderá oferecer uma  Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra os dois, solicitando a cassação do registro de candidatura pelos crimes cometidos.   Caso a ação seja aceita e julgada procedente, os votos de Neuma e Roni Magnani seriam anulados, fazendo com que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) retotalize os votos. Porém, a proposta tem que ocorrer antes da diplomação dos eleitos, que ocorrerá em 19 de dezembro.  

Com isso, a chapa do PSB, que elegeu 4 deputados, perderia uma vaga. Os deputados eleitos da sigla foram Max Russi (PSB), Fábio Tardin (PSB), Beto dois a um (PSB) e Drº Eugenio (PSB).   Após a operação, a primeira-dama emitiu nota negando as irregularidades e se colocando a disposição da Justiça Eleitoral.  

Leia a nota na íntegra:  

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“Diante da operação da Justiça Eleitoral em sua casa na manhã desta sexta-feira (04) a assessoria da então candidata Neuma de Moraes, esclarece: Trata-se de uma investigação sobre o processo eleitoral, do primeiro turno das eleições proporcionais de 2022, relacionada a apreensão de material de campanha da então candidata. Esclarecida a situação, Neuma apenas estranha não ter sido convocada a prestar esclarecimentos a justiça antes, e se mostrou surpresa com o fato. A então candidata se mantêm serena e no aguardo, se for o caso, de responder aos questionamentos da Justiça Eleitoral.”

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