Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Investigação sinaliza novas prisões por morte de advogado em Cuiabá

A informação foi divulgada no Programa do Pop

Investigação sinaliza novas prisões por morte de advogado em Cuiabá
Foto: Arquivo Colíder News

A Polícia Civil de Mato Grosso não descarta a participação de outros policiais militares no plano de morte do advogado Renato Nery, de 72 anos. Assim, novas prisões podem ser efetuadas a qualquer momento. A informação é do Programa do Pop, da TV Cidade de Cuiabá, exibido na última quarta-feira (12).


As informações preliminares apontam que cada um dos envolvidos teve participação efetiva e que as tarefas para a execução do crime foram destruídas. Até o momento, foram presos o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, que alugou, com dois meses de antecedência, a chácara no Capão Grande, em Várzea Grande, onde o crime foi planejado, o soldado Wekcerlly Benevides de Oliveira, o cabo Wailson Alessandro Medeiros Ramos e o 3º sargento Leandro Cardoso.

Além deles, também foi preso o marceneiro Alex Roberto Queiroz, que era o caseiro da chácara. Ele é apontado como o exucutor do assassinato. Na propriedade, havia uma placa da Polícia Militar escrita "Comando Especializado".

O autor intelectual ainda não foi identificado. Os militares estão presos em batalhões diferentes. Alex Roberto de Queiroz Silva está detido no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

O homicídio

Renato Nery foi assassinado aos 72 anos, atingido por tiros de pistola calibre 9 milímetros no dia 5 de julho do ano passado, em frente ao seu escritório, na capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas após o procedimento médico.

Desde a ocorrência do homicídio, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terras como a motivação para o homicídio de Renato Nery.

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A arma usada no crime é uma pistola Glock, o mesmo calibre utilizado durante um confronto que resultou na morte de João Fidelis Souza de Moraes, de 35 anos, no Pedra 90, em Cuiabá.


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