No final do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai desembarcar na China. A viagem, contudo, vai carregar uma comitiva até o país asiático. Inicialmente, de acordo com o Itamaraty, pelo menos 240 empresários foram convidados por Lula.
Entre os integrantes do grupo que vão acompanhar Lula à China, escalados pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, estão os irmãos Wesley e Joesley Batista, do Grupo J&F.
Os irmãos, presos em 2017, foram os responsáveis por acusações que atingiram o ex-presidente Michel Temer e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG). Temer chegou a ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de obstrução de Justiça — em 2019, foi absolvido.
Joesley entregou ao MPF gravações de uma conversa com Temer sobre uma suposta compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Apresentou também, em 2018, documentos com detalhes de pagamentos de caixa 2 para diversos partidos.
Além dos irmãos Batista, integram a lista da comitiva Kleverson Scheffer, filho de Erai Maggi, que representará o grupo Maggi. A comitiva terá ainda líderes da Marfrig e Bayer e representantes de diversas entidades do agronegócio.
O grupo vai contar também com a presença de políticos. Pelo menos 20 parlamentares integrarão a comitiva. As despesas serão pagas com verbas públicas do Parlamento.
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A viagem oficial de Lula deve ocorrer entre os dias 26 e 31 de março. De acordo com a agenda oficial, no dia 28, Lula deve se encontrar com autoridades chinesas e com o líder do país, Xi Jinping. No dia 29, a comitiva brasileira participa de um seminário empresarial.


