O Itaú Unibanco confirmou na tarde desta quinta-feira, 4, a demissão de 50 funcionários. O motivo da dispensa tem a ver com benefício concedido ao longo do ano passado pelo governo federal. Afinal, os profissionais dispensados pela instituição financeira chegaram a solicitar o auxílio emergencial.
Em comunicado aos colaboradores, a direção do Itaú Unibanco reforçou a ética como valor fundamental da empresa. Pago de março a dezembro de 2020, o auxílio emergencial contou com parcelas mensais de até R$ 600 — e deveria ser direcionado somente a desempregados, famílias sem renda e profissionais que tiveram seus ganhos diretamente impactados pela pandemia de covid-19.
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Sobre as demissões, o comando do banco definiu o caso envolvendo os 50 funcionários como desvio de conduta. As informações sobre as demissões foram divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo site da revista Exame.
O Itaú Unibanco não detalhou o perfil dos profissionais demitidos. Pelas regras definidas pelo governo, pessoas devidamente empregadas não teriam direito ao auxílio emergencial. Nesta semana, Oeste já havia destacado que o Tribunal de Contas da União estimou que 7,3 milhões de pessoas devem ter recebido o benefício de forma irregular.
Avaliação do mercado
No mercado, a decisão tomada pelo Itaú Unibanco tem sido bem avaliada. As ações da empresa aparecem na lista de mais negociadas nesta quinta-feira, 4, na B3 — e em alta. Às 16h43, cada papel estava sendo negociado a R$ 26,62, o que representa valorização de 3,17% em relação ao fim do pregão do dia anterior.


