Sábado, 24 de outubro de 2026

Jovem é executado com tiros na cabeça em Guarantã, após criminosos invadirem casa gritando “polícia”

Dois homens armados arrombaram a residência durante a madrugada

Jovem é executado com tiros na cabeça em Guarantã, após criminosos invadirem casa gritando “polícia”

Wesley Santos de Campos, 19 anos, foi assassinado a tiros dentro de casa, na madrugada deste sábado (24.10), no bairro Ouro Verde, em Guarantã do Norte, município localizado a aproximadamente 710 km de Cuiabá. Dois criminosos arrombaram a porta da residência, invadiram o imóvel gritando “polícia” e efetuaram cerca de quatro disparos contra a cabeça da vítima, que dormia no momento do ataque.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 1h, enquanto os familiares estavam dormindo. A mãe de Wesley relatou que acordou após ouvir um barulho intenso e, ao se levantar para verificar o que havia ocorrido, encontrou dois homens dentro da residência.

Segundo a testemunha, os invasores se identificaram como policiais e seguiram diretamente para o quarto onde o jovem dormia. Um dos suspeitos pegou o celular de Wesley e permaneceu observando o aparelho por alguns minutos. Em seguida, um dos criminosos efetuou aproximadamente quatro tiros contra a cabeça da vítima.

Após os disparos, os dois homens fugiram. A mãe entrou no quarto e encontrou o filho caído no chão, inconsciente, com intenso sangramento na região da cabeça e aparentemente sem sinais vitais.

Ainda conforme o relato, os criminosos utilizavam capacetes e roupas de mangas compridas, dificultando a identificação. Vizinhos que saíram de suas casas após ouvirem os tiros informaram que os suspeitos fugiram em uma motocicleta vermelha, semelhante a uma Honda Fan.

A Polícia Militar foi acionada pelo telefone de emergência 190 e, ao chegar ao endereço, isolou a residência para preservar possíveis vestígios do crime. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram chamadas para realizar os procedimentos necessários.

A motivação do assassinato ainda é desconhecida. A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias da execução, incluindo a possível identificação dos envolvidos e o motivo pelo qual um dos criminosos examinou o celular da vítima antes dos disparos.

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