Quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Juiz cita 'frieza' e mantém preso homem por assassinato de assessor

Na decisão, o juiz destacou que Richard era próximo de Wanderley ao ponto de ter acesso a sua casa.

Juiz cita 'frieza' e mantém preso homem por assassinato de assessor
Foto: Arquivo Colíder News

Juiz da comarca de Nova Mutum (264 km ao norte de Cuiabá), Diego Hartmann, citou "frieza" ao manter preso Richard Estaques Aguiar da Silva, detido por assassinar o servidor público Wanderley Leandro Nascimento.

 

Decisão foi proferida durante audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (22). Na ocasião, o magistrado converteu de flagrante para preventiva a prisão de Richard, preso na segunda-feira (20) pelo assassinato do assessor parlamentar.

 

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Na decisão, o juiz destacou que Richard era próximo de Wanderley ao ponto de ter acesso a sua casa. E que, mesmo nesta condição, agiu com "indiferença" em relação à vida humana.

 

"Observa-se, ainda, que o conduzido era pessoa aparentemente de confiança da vítima, a quem esta franqueava acesso ao seu veículo e à sua residência, a revelar a frieza e indiferença do conduzido com a vida humana", disse em trecho da decisão.

 

Além disso, o magistrado citou ainda o risco de colocar o suspeito em liberdade pelo fato de que Richard já havia fugido do local do crime antes, só sendo preso por ação da polícia no interior do estado.

 

O caso

Wanderley foi dado como desaparecido desde última quinta-feira (16), quando manteve o último contato com familiares. Diante do desaparecimento, boletim de ocorrência foi registrado, mas, na segunda-feira, o corpo da vítima foi encontrado no lixão localizado na área do Cinturão Verde em Cuiabá.

 

Localização do corpo ocorreu após confissão de Murilo Henrique Araújo de Souza, 18, que disse ter matado o assessor e jogado a vítima em uma área do bairro Pedra 90. Posteriormente, Richard foi preso também por envolvimento no crime.

 

Conforme divulgado pela reportagem, ambos os presos prestaram depoimento e confessaram participação no assassinato. Wanderley foi asfixiado até a morte durante ação da dupla na própria casa, no bairro São João Del Rey, na Capital.

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Posteriormente, em audiência de custódia, o juiz Ricardo Frazon Menegucci apontou que Murilo é uma pessoa "violenta" e "fria" e determinou a conversão de sua prisão de flagrante para preventiva na terça-feira (21). Com a decisão desta quarta-feira, o segundo preso pela morte do assessor também teve sua prisão mantida.

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