De acordo com a decisão, com a retirada do monitoramento, Arcanjo deverá ficar recolhido em casa entre as 23h e as 6h da manhã, comparecer a cada dois meses no Ganha Tempo para assinar um termo e comprovar trabalho lícito e endereço residencial, não deixar Cuiabá e Várzea Grande sem autorização da Justiça nem cometer novos crimes.
O magistrado justificou o benefício da progressão de pena, com base em uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que no ano passado anulou o júri que condenou Arcanjo a 44 anos e dois meses de prisão pelo homicídio do empresário Rivelino Brunini e de seu amigo Fauze Rachid Jaudy e pela tentativa de assassinato contra Gisleno Fernandes. Todos os crimes estavam ligados a disputa de máquinas de caça-níqueis e do jogo ilegal.
Arcanjo foi preso em dezembro de 2002 durante a “Operação Arca de Noé”. Ele era apontado como o chefe do jogo do bicho e passou 15 anos preso. “Diante disso, preenchidos os requisitos objetivo e subjetivos previstos no artigo 112 da LEP, concedo a progressão ao recuperando João Arcanjo Ribeiro para o regime aberto, mediante o cumprimento das condições”, decidiu.


