Domingo, 4 de outubro de 2026

Juiz mantém fechamento de mercadinhos em presídios do Estado

O advogado sustentou que o fechamento ocorreu sem que o Estado tenha estruturado uma alternativa viável aos presos.

Juiz mantém fechamento de mercadinhos em presídios do Estado
Foto: Arquivo Colíder News

O juiz Bruno D’ Oliveira Marques negou o pedido do advogado Pitágoras Pinto Arruda para suspender a lei sancionada pelo governador Mauro Mendes (União), que determina o fechamento dos mercadinhos nos presídios do Estado.


A decisão foi publicada na última sexta-feira (28).

Conforme o magistrado, o advogado entrou com uma ação popular e esse tipo de via não é a correta quando se quer discutir proteção de direitos individuais.

“Além disso, o ordenamento jurídico já prevê mecanismos próprios para a proteção dos direitos dos reeducandos, sendo a ação civil pública o meio processual adequado para a tutela dos interesses dessa parcela da população, com legitimidade ativa conferida ao Ministério Público, à Defensoria Pública e demais entes legitimados, nos termos do artigo 5º da Lei nº 7.347/1985”, pontuou o juiz.

“Assim, impõe-se o reconhecimento da inadequação da ação popular para o caso concreto, com a consequente extinção do feito sem resolução de mérito”, completou.

Na ação, Pitágoras classificou como imposição as normas estabelecidas pela Lei Estadual nº 12.792/2025, que criou regras mais rígidas para os presídios de Mato Grosso.

O advogado sustentou que o fechamento do mercadinho ocorreu sem que o Estado tenha estruturado uma alternativa viável para suprir as necessidades básicas dos detentos, configurando violação à Lei de Execução Penal (LEP), especialmente ao artigo 13, que assegura a assistência material aos presos.

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter ‘X’.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

Entretanto, a ação nem foi analisada pelo juiz, devido à via utilizada pelo advogado ter sido equivocada.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro