Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Juiz mantém prisão de líder espiritual em Cuiabá

Luiz aproveitava sessões de "aconselhamentos" para abusar sexualmente das mulheres, que já estavam sem roupas, para um ritual de "lavagem" espiritual. Elas eram acariciadas, abraçadas, apertadas, beijadas por Luiz, até que ele ficasse visivelmente excitad

Juiz mantém prisão de líder espiritual em Cuiabá
DivulgaçãoFoto: Arquivo Colíder News

Líder espiritual, Luiz Antônio Rodrigo da Silva, que foi preso por abusar sexualmente de mulheres, teve a prisão mantida pelo juiz do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), João Bosco, após passar por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (29).


Luiz aproveitava sessões de "aconselhamentos" para abusar sexualmente das mulheres, que já estavam sem roupas, para um ritual de "lavagem" espiritual. Elas eram acariciadas, abraçadas, apertadas, beijadas por Luiz, até que ele ficasse visivelmente excitado.

Inquérito policial está na fase final de investigação sob sigilo, portanto, até mesmo a defesa das mulheres aguarda conclusão e parecer do Ministério Público (MP) sobre denúncia. Líder espiritual, que é advogado e controlador interno da Câmara Municipal de Santo Antônio do Leverger (36 km de Cuiabá), foi preso no dia 5 de setembro, mas liberado após audiência de custódia. No Instagram, ele segue ativo e chegou a considerar a prisão como “situação inusitada” e mantém os rituais na no templo. O Legislativo municipal o afastou do cargo.

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Defesa de 5 vítimas, advogadas Karime Oliveira e Bruna Costa, comemorou a prisão do suspeito e citou que isso garante a segurança de que não haverá qualquer "turbação" ou "obstrução" à investigação penal. Isso porque, segundo a defesa, Luiz estaria intimidando outras mulheres em declarações "fantasiosas" pelas redes sociais. "Aproveitamos, o momento da prisão do indiciado, para solicitar as demais vítimas que ainda não comunicaram o fato à autoridade policial, por meio da lavratura de boletim de ocorrência, que imediatamente compareçam à Delegacia da Mulher de Cuiabá, sob a garantia de que serão ouvidas e acolhidas", cita trecho da nota. 

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