Juiz da 3ª Vara de Jaciara, Ednei Ferreira dos Santos, determinou que Edno de Abadia Borges, acusado de matar Valter Fernando da Silva, 36, continue preso até a data do julgamento, marcado para o dia 26 de julho. Crime ocorreu em março e a decisão negativa sobre pedido de liberdade divulgado essa semana.
Na determinação, o magistrado pontuou que o réu oferece risco para sociedade diante da tamanha frieza vista no crime que cometeu, que teve como motivo uma briga política.
“Nota-se, que o acusado, por motivo fútil e mediante dissimulação matou a vítima e, na sequência, empreendeu fuga do local. Verifica-se que o crime imputado ao acusado é grave, demonstrando perigo para a sociedade, colocando em risco a ordem pública”, disse o juiz.
Argumentos apresentados pela defesa não foram suficientes para justificar sua liberdade. Assim, a prisão foi mantida até a data de julgamento, marcado para 26 de julho de 2023, às 14h00min, por videoconferência.
O crime
Edno de Abadia Borges foi preso no dia 21 de março horas após matar Valter a tiros, em um bar no distrito da Selma. Ele se apresentou na Delegacia de Polícia acompanhado do advogado assumindo a autoria do homicídio.
Em seu depoimento, alegou que agiu em legítima defesa e não por conta de divergências políticas, contrariando os relatos das testemunhas que estavam no local.
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Valter defendia o ex-presidente Jair Bolsonaro e Edno o atual gestor, Luiz Inácio Lula da Silva. Discussão entre eles ficou acalorada e Edno sacou uma arma, disparando contra a vítima, que morreu no local.


