Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Juízas tentam 'carona' em retorno de colega e recorrem para voltar a ativa em MT

Juanita Clait Duarte e Maria Oliveira Simões usam decisão favorável a Antônio Horácio em recurso no STF

Juízas tentam 'carona' em retorno de colega e recorrem para voltar a ativa em MT
Rep. Folha MaxFoto: Arquivo Colíder News

As juízas aposentadas compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Juanita Cruz da Silva Clait Duarte e Maria Cristina Oliveira Simões, pediram para “voltarem a ativa” no Poder Judiciário de Mato Grosso. O pedido foi realizado no Supremo Tribunal Federal (STF).


As magistradas foram aposentadas compulsoriamente, em razão de fraudes em pagamentos de salários a juízes que faziam parte da Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOEMT). As verbas eram de fato devidas pelo Poder Judiciário aos membros da magistratura estadual, porém, o pagamento segue uma ordem cronológica.

A exemplo de Antônio Horácio da Silva, juiz também aposentado compulsoriamente pelo CNJ, que se beneficiou de uma decisão recente do Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nunes Marques, determinando seu retorno, as juízas aposentadas pedem a extensão desta decisão. Elas tentam "carona" na decisão favorável ao colega.

De acordo com informações da denúncia, sete magistrados do TJMT - Marcelo Souza de Barros, Antônio Horácio da Silva Neto, Irênio Lima Fernandes, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Graciema Ribeiro de Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões -, se aliaram para “salvar” a Loja Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso de uma dívida de R$ 1,4 milhão, utilizando recursos públicos. As fraudes ocorreram entre 2003 e 2005


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A denúncia revela que a GOEMT teve prejuízos superiores de mais de R$ 1 milhão num convênio firmado com o banco Sicoob. Para “fechar o rombo” da instituição, magistrados do Poder Judiciário Estadual teriam “viabilizado” pagamentos a eles próprios que estavam em atraso, para que posteriormente estes recursos fossem repassados à maçonaria.

Na época da fraude, o desembargador José Ferreira Leite tinha o título de Grão-Mestre – o mais alto na hierarquia de uma Grande Loja.

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