BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá saber até setembro se será declarado culpado ou inocente na ação penal que investiga a suposta trama de golpe de Estado após as eleições de 2022. A expectativa é que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicie o julgamento entre o final de agosto e o início do mês seguinte.
Nesta sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, abriu o prazo para as alegações finais da acusação e das defesas. Com isso, a investigação, que tem mais sete réus além de Jair Bolsonaro, entra em sua etapa final.
Veja o cronograma da atual fase da ação penal, a partir desta sexta:
- 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviar as considerações finais, pela condenação ou pela absolvição dos réus;
- Mais 15 dias para a defesa do delator e réu, o tenente-coronel Mauro Cid, apresentar suas alegações finais;
- Em seguida, 15 dias para os outros sete réus enviarem suas alegações;
- Os prazos decorrerão normalmente durante o recesso do STF, em julho.
E depois?
Após a entrega de todas as alegações da acusação e das defesas, o relator, Alexandre de Moraes, entrega o seu relatório e o voto final. A partir daí, caberá ao presidente da Primeira Turma do STF, o ministro Cristiano Zanin, marcar uma data para o julgamento dos oito réus.
A Primeira Turma, que vai decidir pela absolvição ou condenação dos investigados, é composta pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.
Na ação, Jair Bolsonaro e os demais réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
Veja a lista dos oito réus do “núcleo crucial” da suposta trama golpista:
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.
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