Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Júlio Campos critica atuação de promotores durante pandemia: 'Querem ser prefeitos sem ter votos'

O democrata afirmou que a movimentação do órgão ministerial contra as normas publicadas por prefeitos seria apenas para "mostrar serviço" e que os promotores "querem ser prefeitos sem ter votos".

Júlio Campos critica atuação de promotores durante pandemia: 'Querem ser prefeitos sem ter votos'
Foto: Arquivo Colíder News

O ex-senador por Mato Grosso Júlio Campos (DEM) criticou, nesta manhã (12), a atuação do Ministério Público Estadual (MPMT) com relação à pandemia de Covid-19. O democrata afirmou que a movimentação do órgão ministerial contra as normas publicadas por prefeitos seria apenas para "mostrar serviço" e que os promotores "querem ser prefeitos sem ter votos". 


"Eles podem ser um órgão aconselhador, mas não devem assumir um papel, vejo que há um certo exagero, uma vontade de mostrar serviço, de forçar algo. Eles querem ser prefeito sem ter voto popular. Hoje prefeitos e outras autoridades temem essa interferência", disse em entrevista à rádio CBN Cuiabá.

De acordo com Campos, desde o início da pandemia surgiram vários decretos no âmbito federal, estadual e municipal, com medidas consideradas essenciais e não essenciais. No entanto, Júlio aponta que algumas pessoas ficam confusas por não haver um consenso entre as medidas.

"São tantas portarias, decretos, leis que estão saindo por aí que chega um ponto que os gestores e a população não sabem a quem obedecer. O prefeito foi eleito pela população então eles têm autoridade para determinar suas próprias regras. Agora o MP e o Judiciário ao invés de dialogaram, de conversarem querem usar a força da caneta", comentou.

Discurso alinhado 

Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) dividiu a mesma ideia de Júlio. Para o chefe do Executivo, a população “está perdida” e não sabe quem seguir.

“Temos que reconhecer que o Brasil vive uma grande confusão. O presidente da República fala uma coisa, governadores e prefeitos dizem outra e em cada estado o Judiciário decide uma coisa. Esse desequilíbrio leva a ter decisões conflitantes e o cidadão fica perdido no meio desse tiroteio. Isso é muito ruim e perigoso”, disse.

De acordo com o governador, nesse período de pandemia houve muito conflito entre os gestores para que cumprissem medidas mais restritivas, como foi o caso de Cuiabá e alguns outros municípios de Mato Grosso, que tiveram resistência em seguir o decreto estadual publicado no último dia 25. 

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.

“O Ministério Público e Judiciário acabam decidindo coisas que prefeitos não decidem, que autoridades não decidem, um decide e o outro não faz. Vou evitar de fazer críticas a qualquer porque nesse momento é hora de trabalhar e não de ficar criticando ninguém não, cada um fazer a sua parte. É muito ruim essa interferência excessiva e o diálogo nesse momento é mais importante do que o excesso de força”, pontuou Mendes. 

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
22ª Festa do Carneiro
Publicidade 22ª Festa do Carneiro Conhecer parceiro