Domingo, 4 de outubro de 2026

Júri inocenta mãe acusada de matar recém-nascida enforcada

Mulher havia sido condenada a 16 anos de prisão, mas defesa pediu novo julgamento e alegou falta de provas

Júri inocenta mãe acusada de matar recém-nascida enforcada
Foto: Arquivo Colíder News

O Tribunal do Júri inocentou Juliana Jesus Miranda da Silva, nessa quarta-feira (19), acusada de matar a filha de apenas 23 dias de vida, em um hotel de Cuiabá. O caso ocorreu no dia 23 de junho de 2008.

 

A sessão, que ocorreu no Fórum de Cuiabá, foi presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.

 

Em 2016, o Tribunal do Júri havia condenado Juliana a 16 anos de prisão. No entanto, a defesa ingresou com recurso no Tribunal de Justiça, que foi acolhido e um novo júri foi agendado.

 

No recurso, a defesa sustentou que não há provas suficientes contra a mãe, pois o laudo de necropsia foi inconclusivo e não atestou a causa da morte da bebê.

 

 

Segundo a primeira denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a recém-nascida teria começado a chorar por volta de 22h até 00h30.

 

Em um ataque de nervos, Juliana teria agarrado a menina pelos pulsos e a jogado contra a cama. Em seguida, a mulher teria estrangulado o bebê até a morte.

 

Após isso, a mãe teria ligado para o pai da criança, que estava em Nova Mutum (269 km de Cuiabá), e informado que a menina estava morta, por volta das 4h. 

 

O homem chegou à Capital por volta das 14h do dia seguinte e teria encontrado a filha já sem vida e com marcas de espancamento. Imediatamente, ele acionou as autoridades.


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