O Tribunal do Júri inocentou Juliana Jesus Miranda da Silva, nessa quarta-feira (19), acusada de matar a filha de apenas 23 dias de vida, em um hotel de Cuiabá. O caso ocorreu no dia 23 de junho de 2008.
A sessão, que ocorreu no Fórum de Cuiabá, foi presidida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.
Em 2016, o Tribunal do Júri havia condenado Juliana a 16 anos de prisão. No entanto, a defesa ingresou com recurso no Tribunal de Justiça, que foi acolhido e um novo júri foi agendado.
No recurso, a defesa sustentou que não há provas suficientes contra a mãe, pois o laudo de necropsia foi inconclusivo e não atestou a causa da morte da bebê.
Segundo a primeira denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), a recém-nascida teria começado a chorar por volta de 22h até 00h30.
Em um ataque de nervos, Juliana teria agarrado a menina pelos pulsos e a jogado contra a cama. Em seguida, a mulher teria estrangulado o bebê até a morte.
Após isso, a mãe teria ligado para o pai da criança, que estava em Nova Mutum (269 km de Cuiabá), e informado que a menina estava morta, por volta das 4h.
O homem chegou à Capital por volta das 14h do dia seguinte e teria encontrado a filha já sem vida e com marcas de espancamento. Imediatamente, ele acionou as autoridades.


