Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Justiça cita 'vida louca' e mantém prisão de influencer por destruir confeitaria em MT

Jovem quebrou empresa após receber bolo sem granulado

Justiça cita 'vida louca' e mantém prisão de influencer por destruir confeitaria em MT
Foto: Arquivo Colíder News

O juiz Roger Augusto Bim Donega da 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste (235 km de Cuiabá) converteu a prisão em flagrante da influencer digital Maria Eduarda Gomes Ximenes, em preventiva.


A decisão foi proferida após audiência de custódia realizada tarde desta quinta-feira (6). Maria Eduarda foi filmada danificando uma confeitaria no município após um ataque de fúria porque o bolo que encomendou estava sem granulado.

No dia da confusão, a mulher ameaçou uma funcionária da confeitaria e alegou que andava armada e fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Para o magistrado, a prisão preventiva, solicitada pela Polícia Civil, é necessária "para garantia da ordem pública ao impacto social do crime e até mesmo à credibilidade da Justiça". Ele acrescentou que "no presente caso se descortina é evidente a gravidade concreta do delito e a periculosidade social do agente a ensejar a prisão preventiva a fim de garantir a ordem pública". O caso ganhou destaque nesta quinta-feira (6) após o vídeo da “blogueira” promovendo uma quebradeira generalizada na confeitaria viralizar.

A situação ocorreu na segunda (3), quando Maria Eduarda danificou o computador, um notebook, o balcão e ainda jogou pedra na parede estragando as decorações. O dono do local estima que o prejuízo causado foi de R$ 25 mil. Conforme o empresário Bernado Tonkiel, ele teria tentando dialogar com a influencer dizendo que mandaria um novo pedido com item que faltava, mas acabou sendo ameaçado por ela. A suspeita teria dito para Bernado tomar cuidado porque ela tinha mensagens arquivadas da época que o empresário dava em cima dela.

Na ocasião, Maria Eduarda ainda ameaçou uma funcionária da loja, dizendo que iria arrebentar a cara dela, afirmando que anda armada que é integrante do Comando Vermelho “e que era para todos tomarem cuidado”.

Em sua decisão o juiz Roger Augusto, citou outros processos e inquéritos em tramitação contra Maria Eduarda Ximenes, entre os quais estão relacionados a crimes de extorsão. Ele também destacou que os fatos praticados pela jovem foram graves e geraram um enorme prejuízo a vítima e seria de "bom alvitre" registrar que o não acolhimento do pedido de prisão preventiva poderia descredibilizar a justiça brasileira.

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Segundo o juiz, em caso de liberdade, Maria Eduarda “certamente encontrará o mesmo estímulo para voltar a praticar os crimes". “Ademais, é notório que não é a primeira vez que a flagranteada pratica fatos semelhantes na cidade de Primavera do Leste, de modo que é necessário manter a custódia da autuada,


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