Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Justiça Eleitoral arquiva inquérito da PF que acusava ex-governador de caixa 2

Empresário narrou em delação premiada que R$ 820 mil foi pago para "colega" assumir Casa Civil

Justiça Eleitoral arquiva inquérito da PF que acusava ex-governador de caixa 2
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

O juiz da 51? Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou, na quinta-feira (13), o arquivamento de um inquérito que acusava o ex-governador Pedro Taques de favorecimento em um suposto esquema de caixa 2 durante a campanha de 2014.


De acordo com depoimento do empresário Alan Malouf, firmado em colaboração premiada, o empresário Fernando Minosso teria pago R$ 850 mil via caixa 2 pelo compromisso de assumir a chefia da Casa Civil. Durante a gestão Taques, Minosso jamais exerceu essa função pública.

Ao decidir pelo arquivamento, o magistrado deixou claro que a própria autoridade policial ressaltou não existir indícios para prosseguir com a investigação.

"Nessa medida, dos fatos inicialmente narrados e não confirmados em razão de inexistência nos autos de elementos que justifiquem o oferecimento de denúncia, o arquivamento é a medida correta a se tomar, devendo restar consignado, contudo, que todo arquivamento por falta de provas não obsta a retomada das apurações caso estas surjam em momento futuro. Posto isso, ausentes os elementos indiciários da tipicidade da conduta, acolho a pretensão formulada homologo a promoção de arquivamento dos autos do inquérito, com as ressalvas do art. 18 do Código de Processo Penal", diz um dos trechos.

O CASO

Em sua delação homologada em 2018 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Alan Malouf afirmou que Fernando Minosso, proprietário de um posto de combustível em Várzea Grande, integrava o “núcleo duro” da campanha de 2014, ajudando com doações em dinheiro e combustível, juntamente com o grupo que também seria composto pelos empresários Alan Malouf (dono do Buffet Leila Malouf), Marcelo Maluf (sócio da construtora São Benedito), Erivelton Gasques (dono da antiga City Lar) e Juliano Bortoloto (dono da loja Todimo).

Em setembro de 2014, esse grupo teria se reunido com o então candidato Pedro Taques em um apartamento, em São Paulo, para falar sobre o possível governo. “Sentamos numa mesa e decidimos que nenhum de nós queríamos ser políticos ou assumir uma cadeira, exceto Fernando Minosso, e solicitamos ao Pedro, já que nós fomos o ‘braço direito’ dele na campanha, que cedesse essa cadeira pra Casa Civil”, afirmou Alan.

Após a eleição, Pedro Taques já na condição de vencedor ainda não anunciava quem seria seu chefe da Casa Civil. “Talvez na cabeça do Pedro já tivesse sido escolhido, mas ele não abriu pra nós como seria montado o staff”, disse Malouf. “Foi no momento que nós perguntamos pro Pedro: ‘Pedro, o Fernando vai ou não vai fazer parte da Casa Civil?’. Ele falou: Não, não vai porque ele não serve para ser chefe da Casa Civil”, complementou.

Acompanhe o nosso trabalho também nas redes sociais;

Siga a nossa página do Colidernews no Facebook.

Acompanhe nossas matérias no Grupo de WhatsApp.

Saiba tudo do nosso site na pagina oficial do Twitter.

Siga o Colidernews também no Instagram.

Faça parte do nosso grupo de notícias no Telegram.

Junte-se a nós também no Grupo do Colidernews no Signal.

Paulo Taques então foi anunciado para a função. Por sua vez, Fernando Minosso foi o mais “chateado” do grupo de empresários ao se ver deixado de lado. Dessa forma, ele saiu do “núcleo duro” de doadores de campanha e, em fevereiro de 2015, cobrou de volta o dinheiro que havia investido na campanha.

De acordo com Malouf, foi devolvido em duas vezes, a primeira parte, de R$ 420 mil, pelos demais empresários amigos de Alan Malouf e R$ 400 mil por Paulo Taques, a pedido do governador.

Esta informação foi útil?Compartilhe com seus contatos.
Auto Posto Pit Stop
Conexão especial Auto Posto Pit Stop Conhecer parceiro