O juiz plantonista da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, determinou o bloqueio de uma BMW que estava para a venda na SportCars – revendedora e locatária de automóveis de luxo que decretou “autofalência” no último dia 27 de março alegando dívidas de mais de R$ 11 milhões.
De acordo com a decisão, a BMW pertence a um dos clientes da SportCars, administrada por Marcelo Sixto, e que deixou o veículo na concessionária para ser negociado. Sixto é acusado por diversas pessoas de reter seus automóveis de luxo sob o pretexto de vende-los, porém, o valor do negócio nunca era repassado em sua totalidade aos donos dos carros.
O processo informa ainda que a BMW (modelo 125i Active, 2015/2016) é avaliada em R$ 110 mil. O bloqueio do automóvel foi realizado pelo sistema Renajud.
“Defiro parcialmente a tutela cautelar requerida em caráter antecedente, vindicada pela parte autora Mauício Soares dos Santos, para determinar a construção no sistema Renajud do veículo BMW/125i Active Flex”, determinou o magistrado
Ainda em seu despacho, Yale Sabo Mendes reconheceu que os documentos do processo apontam para a ocorrência de “fraude”. “No que tange a exposição sumária da probalidade do direito, tenho que os documenetos encartados à inicial sinalizam nesse momento processual de cognição sumária, a verossimelhança fática das alegações da parte Autora, convergindo à hipótese de fraude na negociação do veículo”, diz trecho da decisão.
FALÊNCIA
No último dia 27, a SportCars entrou com pedido de “autofalência” alegando atrasos nos pagamentos de fornecedores. “Após os atrasos nos pagamentos dos credores a credibilidade da Requerente e seu administrador no mercado foram fortemente abalada impossibilitando que consigam algum financiamento ou que tenham carros consignados para trabalhar, além disso, o administrador Sr Marcelo vem sofrendo ameaças fortíssimas, inclusive de vida, ao ponto de ser obrigado a contratar segurança privada, o que lhe impede de ter condições físicas e mentais para estar a frente da administração da empresa”, diz trecho do pedido de autofalência.
O administrador informou até mesmo que vem sofrendo “ameaças fortíssimas” em razão das dívidas da organização. “Após os atrasos nos pagamentos dos credores a credibilidade da Requerente e seu administrador no mercado foram fortemente abalada impossibilitando que consigam algum financiamento ou que tenham carros consignados para trabalhar, além disso, o administrador Sr Marcelo vem sofrendo ameaças fortíssimas, inclusive de vida, ao ponto de ser obrigado a contratar segurança privada, o que lhe impede de ter condições físicas e mentais para estar a frente da administração da empresa”.


