A Justiça de Mato Grosso manteve preso Amarildo do Prado, que confessou ter matado o colega de trabalho venezuelano Mario Alexandre e escondido o corpo da vítima sob entulhos. O criminoso responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A decisão foi tomada pelo juiz plantonista Moacir Rogério Tortato durante audiência de custódia realizada hoje (26).
Durante a audiência, a Defensoria Pública questionou a legalidade da prisão em flagrante. No entanto, o magistrado entendeu que o crime de ocultação de cadáver permanece em andamento enquanto o corpo não é localizado, validando a atuação policial no momento da captura e negando o pedido de liberdade feito pela defesa.
Ao decretar a prisão preventiva, o juiz afirmou que há provas claras da materialidade dos crimes e indícios definitivos de autoria por parte de Amarildo. A decisão menciona, inclusive, as declarações dadas pelo próprio assassino em vídeo. Veja momento em que ele confessa o crime à imprensa:
Justiça mantém preso homem que matou colega de trabalho e enterrou corpo em estacionamento em Cuiabá
O magistrado também destacou a gravidade do caso e apontou que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública, além de citar que o autor do crime já possui uma execução penal em andamento na Justiça, o que indica risco de reincidência.
Amarildo foi preso na segunda-feira (25), no bairro Baú, em Cuiabá. Ele admitiu ter matado a vítima a pauladas e facadas, enterrando o corpo no pátio de um estabelecimento.
Segundo informações da Polícia Militar (PMMT), o venezuelano estava desaparecido desde sábado (23), mas só foi localizado após uma denúncia apontar que um pé humano estava visível sob restos de construção em um estacionamento.
Ao falar sobre a motivação, o assassino afirmou que cometeu o crime após ser ameaçado pela vítima devido a desavenças no lava-jato onde ambos trabalhavam. Ele alegou que se tratou de um acerto de contas porque o colega o teria ameaçado de morte.
“Acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei ele”, declarou.
O homem negou o uso de entorpecentes e disse que o desentendimento começou porque a vítima não aceitava seguir suas orientações no ambiente de trabalho.


