Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Justiça mantém prisão de dupla suspeita de ter matado e ocultado corpo de empresária

O procedimento foi realizado virtualmente devido à pandemia do coronavírus. No entanto, os detalhes da determinação do magistrado não foram revelados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Justiça mantém prisão de dupla suspeita de ter matado e ocultado corpo de empresária
Rep. HNTFoto: Arquivo Colíder News

O juiz Abel Balbino Guimaraes, da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, converteu em preventiva as prisões em flagrante de Jefferson Rodrigues da Silva, 33 anos, e Pedro Paulo de Arruda, 29 anos, suspeitos de terem assassinado e ocultado o corpo da empresária Rosimeire Soares Perin, 56 anos. Diante da determinação, ambos continuam presos.


A decisão foi tomada durante audiência de custódia, na tarde deste sábado (20). O procedimento foi realizado virtualmente devido à pandemia do coronavírus. No entanto, os detalhes da determinação do magistrado não foram revelados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A dupla se encontra na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, onde ficará 14 dias isolada. O período de quarentena serve como prevenção à Covid-19. Após a quarentena, ambos serão levados para uma unidade penitenciária que será definida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

Jefferson e Pedro Paulo foram presos por policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O primeiro foi detido após ser flagrado dirigindo o veículo Hyundai HB20 da vítima. Após ter sido interceptado pelos policiais, ele confessou que havia jogado o corpo da empresária às margens de uma avenida localizada na Passagem da Conceição, em Várzea Grande. 

Já o segundo suspeito (Pedro Paulo) foi preso em sua residência no bairro São Sebastião em Várzea Grande. A prisão ocorreu na noite de quinta-feira (18). O homem foi detido dirigindo um Chevrolet Onix. No carro, os militares da Rotam encontraram dois pacotes de cal. O produto iria ser utilizado para acelerar o processo de decomposição do cadáver da empresária.

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Motivação

De acordo com o delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Jefferson matou a empresária por uma dívida de R$ 1250. A autoridade policial explicou que a vítima foi assassinada na kitnet onde Jefferson mora, no bairro Jardim Paula 1, em Várzea Grande. A empresária teria ido ao local fazer uma manutenção na máquina de sorvete. Durante o trabalho, a empresária teria cobrado Jefferson.

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O investigado teria se irritado com a cobrança e deu uma "gravata" na empresária. Rosimeire teria caído e ficado inconsciente. Logo depois, o suspeito pegou fitas, amarrou pés e mãos da mulher e a amordaçou.

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Cerca de cinco minutos depois, Rosimeire teria acordado. Desesperado, o investigado pegou uma faca e golpeou a vítima no pescoço três vezes. Ao perceber que a mulher estava morta, o homem, com a ajuda de um comparsa, enrolou o corpo em um cobertor e logo em seguida, em uma lona.

Na sequência, eles colocaram o cadáver no porta-malas de um veículo Chevrolet Onix e desovaram.

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