O juiz Abel Balbino Guimaraes, da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, converteu em preventiva as prisões em flagrante de Jefferson Rodrigues da Silva, 33 anos, e Pedro Paulo de Arruda, 29 anos, suspeitos de terem assassinado e ocultado o corpo da empresária Rosimeire Soares Perin, 56 anos. Diante da determinação, ambos continuam presos.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia, na tarde deste sábado (20). O procedimento foi realizado virtualmente devido à pandemia do coronavírus. No entanto, os detalhes da determinação do magistrado não foram revelados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A dupla se encontra na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, onde ficará 14 dias isolada. O período de quarentena serve como prevenção à Covid-19. Após a quarentena, ambos serão levados para uma unidade penitenciária que será definida pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp).
Jefferson e Pedro Paulo foram presos por policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O primeiro foi detido após ser flagrado dirigindo o veículo Hyundai HB20 da vítima. Após ter sido interceptado pelos policiais, ele confessou que havia jogado o corpo da empresária às margens de uma avenida localizada na Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
Já o segundo suspeito (Pedro Paulo) foi preso em sua residência no bairro São Sebastião em Várzea Grande. A prisão ocorreu na noite de quinta-feira (18). O homem foi detido dirigindo um Chevrolet Onix. No carro, os militares da Rotam encontraram dois pacotes de cal. O produto iria ser utilizado para acelerar o processo de decomposição do cadáver da empresária.
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Motivação
De acordo com o delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Jefferson matou a empresária por uma dívida de R$ 1250. A autoridade policial explicou que a vítima foi assassinada na kitnet onde Jefferson mora, no bairro Jardim Paula 1, em Várzea Grande. A empresária teria ido ao local fazer uma manutenção na máquina de sorvete. Durante o trabalho, a empresária teria cobrado Jefferson.
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O investigado teria se irritado com a cobrança e deu uma "gravata" na empresária. Rosimeire teria caído e ficado inconsciente. Logo depois, o suspeito pegou fitas, amarrou pés e mãos da mulher e a amordaçou.
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Cerca de cinco minutos depois, Rosimeire teria acordado. Desesperado, o investigado pegou uma faca e golpeou a vítima no pescoço três vezes. Ao perceber que a mulher estava morta, o homem, com a ajuda de um comparsa, enrolou o corpo em um cobertor e logo em seguida, em uma lona.
Na sequência, eles colocaram o cadáver no porta-malas de um veículo Chevrolet Onix e desovaram.


