A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou o habeas corpus que pedia a liberdade Ana Cláudia Flor, presa desde agosto pela acusação de ser mandante do assassinato de seu marido, Toni da Silva Flor.
O empresário foi morto com quatro tiros no dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia onde praticava jiu-jitsu, em Cuiabá.
Na decisão, o relator, desembargador Gilberto Giraldelli, ressaltou que Ana Cláudia tentou “tumultuar a colheita de provas” das investigações.
O documento ainda trouxe à tona o fato da Polícia Civil ter descoberto que a esposa de Toni Flor também já havia ameaçado matar Igor Espinosa, autor dos tiros que mataram o empresário, como forma de queima de arquivo.
Com isso, a Câmara alegou que não só a instrução probatória pode sofrer com a liberdade de Ana Cláudia, já que ela manifestou vontade de interferir nas investigações policiais, como os próprios comparsas podem ser alvos da acusada caso ela responda em liberdade.
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Por tudo que foi exposto, denego a ordem de habeas corpus vindicada em favor de Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor e, por conseguinte, mantenho a sua prisão preventiva tal como decretada nos autos da ação penal”, consta na decisão.
Ana Cláudia está detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto desde o dia 19 de agosto. Em outubro a defesa da representante comercial já havia entrado com um pedido para converter a prisão preventiva em domiciliar.
À época, a defesa justificou o pedido pelo fato da acusada ter três filhas menores de 12 anos. Os advogados alegaram que mantê-la afastada era "uma tortura velada para manter as aparências da Justiça" e que a prisão era "desnecessária".
No entanto, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, também negou este pedido da defesa.
Em sua decisão, Miraglia ressaltou que o crime foi cometido com "violência e grave ameaça", já que Toni foi vítima de vários disparos de arma de fogo.


