Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Justiça nega habeas corpus a acusada de mandar matar o marido

Ana Cláudia Flor está presa desde agosto de 2021; Toni foi assassinado no ano passado

Justiça nega habeas corpus a acusada de mandar matar o marido
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou o habeas corpus que pedia a liberdade Ana Cláudia Flor, presa desde agosto pela acusação de ser mandante do assassinato de seu marido, Toni da Silva Flor.



 

O empresário foi morto com quatro tiros no dia 11 de agosto de 2020, quando chegava na academia onde praticava jiu-jitsu, em Cuiabá.

 

Na decisão, o relator, desembargador Gilberto Giraldelli, ressaltou que Ana Cláudia tentou “tumultuar a colheita de provas” das investigações. 

 

O documento ainda trouxe à tona o fato da Polícia Civil ter descoberto que a esposa de Toni Flor também já havia ameaçado matar Igor Espinosa, autor dos tiros que mataram o empresário, como forma de queima de arquivo.

Com isso, a Câmara alegou que não só a instrução probatória pode sofrer com a liberdade de Ana Cláudia, já que ela manifestou vontade de interferir nas investigações policiais, como os próprios comparsas podem ser alvos da acusada caso ela responda em liberdade.


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Por tudo que foi exposto, denego a ordem de habeas corpus vindicada em favor de Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor e, por conseguinte, mantenho a sua prisão preventiva tal como decretada nos autos da ação penal”, consta na decisão.

 

Ana Cláudia está detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto desde o dia 19 de agosto. Em outubro a defesa da representante comercial já havia entrado com um pedido para converter a prisão preventiva em domiciliar.

 

À época, a defesa justificou o pedido pelo fato da acusada ter três filhas menores de 12 anos. Os advogados alegaram que mantê-la afastada era "uma tortura velada para manter as aparências da Justiça" e que a prisão era "desnecessária".

 

No entanto, o juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, também negou este pedido da defesa.

 

Em sua decisão, Miraglia ressaltou que o crime foi cometido com "violência e grave ameaça", já que Toni foi vítima de vários disparos de arma de fogo.


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