Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Justiça ordena prisão de delegada que tinha quase R$ 2 milhões em casa no Rio

Ela é acusada de envolvimento em esquema para proteger organização especializada em jogos de azar

Justiça ordena prisão de delegada que tinha quase R$ 2 milhões em casa no Rio
Foto: ReproduçãoFoto: Arquivo Colíder News

A Justiça do Rio determinou nesta terça-feira (10) a prisão preventiva da delegada Adriana Belém, acusada de envolvimento em uma organização criminosa especializada em jogos de azar.


 

Na casa dela, foram encontrados cerca R$ 1,8 milhão, sendo que parte do dinheiro estava em sacolas da grife Louis Vuitton.

 

A delegada foi denunciada sob suspeita de corrupção pela liberação de máquinas caça-níqueis e será encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil.

 

Os promotores suspeitam que o valor encontrado seja proveniente de lavagem de dinheiro. A Folha não conseguiu ainda contato com a defesa dela.

 

Segundo a Polícia Civil, Belém não ocupa atualmente cargo na corporação e está lotada em outro órgão. "A Corregedoria-Geral da instituição solicitará acesso às investigações para dar andamento aos processos administrativos necessários", disse o órgão em nota.

 

Belém foi um dos alvos da operação Operação Calígula, que tem como objetivo desarticular um esquema para proteger uma organização criminosa especializada em jogos de azar. O Ministério Público estadual denunciou ao todo 30 pessoas no caso.

 

Segundo a denúncia, um dos integrantes do grupo é Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco na noite de 14 de março de 2018. Ele foi preso em março de 2019 e se tornou réu sob acusação de homicídio da parlamentar.

 

Segundo a Promotoria, o grupo é liderado por Gustavo de Andrade e seu pai, Rogério de Andrade —sobrinho de Castor de Andrade, um dos maiores bicheiros cariocas. Castor sofreu um infarto em 1997 enquanto cumpria prisão domiciliar. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava no Rio de Janeiro e em outros estados do país.

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Segundo a denúncia, os criminosos tinham acertos com agentes da Polícia Civil mediante pagamento de propina.

 

O objetivo do acordo era garantir a proteção do bando. Já os agentes da Polícia Militar receberiam valores mensais para permitir o funcionamento das casas de aposta do grupo. A delegada Adriana seria uma das agentes que ajudaria o bando.


Fonte:FOLHAPRESS

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